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CULTURA GERAL
A
célula é a unidade fundamental da vida. A saúde
das células determina a qualidade da saúde do corpo,
ao mesmo tempo que elas são totalmente dependentes da qualidade
do seu meio ambiente os líquidos e as fibras extracelulares
dos tecidos conjuntivos.
Claude Bernard, o grande fisiologista francês, foi quem
primeiro chamou a atenção para o fato de as células
viverem banhadas num líquido que constituí o milieu
intérieur. Não tardou muito para René
Quinton descobrir a semelhança que este meio apresenta
com as águas oceânicas, inspirando-o a criar o que
hoje chamamos Plasma de Quinton. Coube, porém, ao Dr. Alfred
Pischinger (1899-1983) decifrar sua complexidade.
Por volta de 1930, Pischinger, então professor de embriologia
da Universidade de Viena, iniciou seus estudos sobre os tecidos
conjuntivos. Foi um início de grande frustração,
pois as verbas destinadas às pesquisas não demoraram
a ser cortadas sob a alegação de se tratar de uma
hipótese incorreta sob o ponto de vista médico,
o que fez com que seus estudos só tomassem vulto a partir
de 1945. E graças à tenacidade de Pischinger, pai
da histoquímica, a Escola de Viena atualmente se destaca
pelo sucesso que vem alcançando com a reversão de
doenças crônicas.
O tratado de Pischinger Matrix and Matrix Regulation ,
publicado pela primeira vez na Alemanha em 1975, é atualmente
leitura obrigatória na maioria das Universidades de Medicina
da Europa.
Englobando as teorias da permeabilidade e da patologia celular,
humoral, neural e orgânica, o Sistema Básico de Pischinger
ou Sistema Fundamental de Regulação, embora ainda
que ignorado pela maioria dos profissionais da saúde fora
da Europa, hoje já não pode ser rechaçado
como incorreto sob o ponto de vista médico.
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Os
Tecidos Conectivos ou Conjuntivos
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Os tecidos conjuntivos, cunhados por Pischinger como matriz extracelular,
são constituídos por uma malha de fibras e células
envoltas na substância fundamental ou líquido extracelular
que permeia todas as partes do corpo cartilagens, cérebro,
músculos, ossos, pele, tendões, vasos linfáticos
e sangüíneos etc.
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Principais
Funções dos Tecidos Conjuntivos
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| Defender |
o organismo de qualquer agente agressor células
cancerosas ou mortas, elementos químicos, microrganismos
disbióticos, partículas estranhas etc., através:
da viscosidade que retarda a disseminação
desses elementos, do pH alcalino que impede as infecções
e inflamações, das fibras que confinam os
corpos estranhos em uma área, das células
de defesa não-específicas que fazem parte
do sistema imunológico, dos campos bioelétricos
que compatibilizam as energias. |
| Estocar |
moléculas
de água e eletrólitos aniônicos (de
polaridade negativa e natureza alcalina) e energia, sob
a forma de lipídios (gorduras), nos tecidos adiposos. |
| Regenerar
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qualquer
ruptura na integridade de sua estrutura, através
da proliferação dos fibroblastos células
responsáveis pela síntese das substâncias
necessárias à regeneração tissular. |
| Sustentar
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as
estruturas do corpo unindo e agrupando todas as células,
preenchendo todos os espaços, separando todos
os tecidos e órgãos em unidades funcionais. |
| Transportar |
os
nutracêuticos necessárias ao metabolismo das
células
e seus resíduos metabólicos celulares a serem
eliminados. |
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Os
Elementos Constituintes
dos Tecidos Conjuntivos
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As diferentes proporções com que os elementos constituintes
da substância fundamental e os vários tipos de fibras
dos tecidos conjuntivos se combinam variam com as exigências
estruturais do local, ao passo que as células estruturais
e as do sistema imunológico variam com as circunstâncias
do momento.
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Proteína
dos Tecidos Conjuntivos
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| Colágeno |
responsável
pela resistência dos tecidos, mais concentrado nas
cartilagens, tendões, ligamentos
e musculatura das extremidades as mais duras. |
| Elastina
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responsável
pela elasticidade dos tecidos, mais concentrada nos ligamentos,
na parede das artérias,
em volta dos órgãos e músculos. |
| Reticulina
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concentrada
nos tecidos mais delicados, como nos vasos sangüíneos,
estruturas neurais, membranas musculares, tecidos fibrosos
de apoio aos órgãos linfóides e hematopoéticos
e estroma do fígado. |
A substância fundamental é um líquido amorfo,
cuja consistência varia de mole e gelatinosa, quando no
estado gel, a fibrosa e dura, quando no estado sol.
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Elementos
Constituintes
da Substância Fundamental ou do Líquido Extracelular
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| Moléculas
de água ionizadas |
que recebem, guardam e transmitem informações. |
| Mucopolissacarídeos
ou Glucosaminoglicanos |
que
lhe garantem textura gelatinosa (estado gel). |
| Tropocolágeno
e tropoelastina |
os
precursores do colágeno e da elastina. |
| Células
Estruturais
e Defensivas
dos Tecidos Conjuntivos |
| Fixas |
Adiposas,
fibroblastos, macrófagos, mesenquimatosas indiferenciadas,
miofibro-blastos, reticulares e tendinócitos. |
| Livres |
Basófilos,
eosinófilos, linfócitos, mastócitos,
monócitos, neutrófilos e plasmócitos. |
Essas células se influenciam mutuamente através
de sinais bioelétricos e da liberação de
substâncias como anticorpos, heparina, histamina, interleucinas,
interferon, prostaglandinas e proteinases, resultando em um sistema
de inter-relações humorais altamente complexo.
A matriz extracelular é o primeiro elemento constituinte
do organismo a reagir
e a ter que se adaptar não apenas às mudanças
ambientais, como também:
À qualidade dos alimentos e dos suplementos;
Ao contato com os agentes farmacológicos; infecciosos,
poluentes etc.;
Ao estado mental e emocional.
Ao nível bioquímico, a matriz extracelular funciona
como via de acesso de todos
os elementos que transitam entre as células e as capilaridades,
e vice-versa.
Ela é o espaço do organismo onde mais coisas acontecem.
Conseqüentemente, sua qualidade é fator determinante
para a saúde física, emocional e mental.
No que diz respeito à sua qualidade, por outro lado, um
dos principais fatores determinantes é o dinamismo estabelecido
pela diferença de potencial entre o pH ligeiramente ácido
dos líquidos intracelulares (6,8) e o seu pH ligeiramente
alcalino (7,08 a 7,29), assim como pela diferença do seu
pH, um pouco mais ácido, em relação ao pH
do sangue (7,37 a 7,45).
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O
Sistema Básico de Pischinger
ou
O Sistema Fundamental de Regulação
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A grande descoberta de Pischinger foi constatar que a matriz extracelular
forma uma rede não só de sustentação,
mas também de comunicação e regulagem sobre
todas as células e funções do organismo,
fazendo parte de um sistema então desconhecido, hoje cunhado
como Sistema Fundamental de Regulação ou Sistema
Básico de Pischinger.
A classificação de fundamental ou básico
vem do fato de ser ele essencial à coordenação
e operacionalidade do organismo, sendo que a matriz extracelular
é o maior e único tecido presente em todas as partes
do corpo e em contato direto com todas as células, com
exceção daquelas já sem vida e em vias de
eliminação que se encontram nas camadas mais superficiais
da pele e das mucosas.
Além da matriz extracelular, o Sistema Fundamental de Regulagem
engloba ainda o sistema de meridianos, base da medicina oriental,
os vasos sangüíneos e linfáticos, e os terminais
nervosos do sistema autônomo ou vegetativo. Ele é,
portanto, o grande mediador das energias bioelétricas e
das funções linfáticas, vasculares e nervosas.
As fibras dos tecidos conjuntivos, estruturadas de modo espira-lado
têm a forma e funcionam como bobinas, emitindo freqüência
bioelétrica sempre que são forçadas, esticadas,
movimentadas. A permanente harmonização e difusão
dos diferentes padrões vibratórios específicos
de cada órgão, tecido, hormônio, enzimas etc.
são
de responsabilidade do Sistema Fundamental de Regulagem.
Na unidade funcional do organismo, energia e matéria se
inter-relacionam. O padrão energético (matrix) do
que quer que seja inalado ou ingerido, toque a pele ou seja sintetizado
pelo organismo é transmitido a todos os tecidos, que, ao
interagirem, geram novos padrões vibratórios e estruturais
de acordo com a capacidade operacional do Sistema Fundamental
de Regulação, assim como das células, tecidos,
órgãos e sistemas.
O grau de identificação do corpo com a freqüência
(assinatura bioelétrica) de qualquer substância e
sua capacidade de integrá-la é o que determina a
compatibilidade ou incompatibilidade dessa substância com
as outras oscilações bioelétricas próprias
às condições do momento daquele organismo
razão pela qual nada é igualmente positivo
para todos nem tampouco a qualquer hora. E é através
do Sistema Fundamental de Regulação que tudo acontece.
Esse é apenas um exemplo do quanto os tecidos conjuntivos
fazem parte de um sistema de ordem superior, pois é dele
que, em última instância, depende o equilíbrio
homeostásico do organismo.
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Do
Livro Saúde & Beleza Forever, de Mônica
Lacombe Camargo
- Edição Esgotada -
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