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CULTURA GERAL




Por Onde Anda Este Conhecimento?


O Início da Medicina Moderna



Os objetivos do Dr. Trall, do
New York Hygiene Therapeutic College, em ir a Washington era de apresentar os méritos de sua escola versus a “escola das drogas” aos dignitários do país, já que, segundo ele, os soldados americanos estavam morrendo desnecessariamente de pneumonia, febre tifóide, sarampo, disenteria, etc., nos campos de batalha e hospitais. Ela tinha conhecimento de que cirurgiões que haviam saído de sua escola e se encontravam nos hospitais do exército, e que, por não administrarem remédio algum, estavam salvando todos os seus pacientes da morte. Idem para as enfermeiras que haviam passado pela mesma escola. Em vez das drogas, prestavam os cuidados aprendidos como fundamentais à restauração da saúde. E assim estavam salvando muitas vida.

Resumo da conferência do Dr. R. T. Trall, proferida no Smithsonian Institute, em Washington D.C., 1862.(13)


Não faz muito tempo, no oeste do estado de Nova York, quando o médico se encontrava a 30 km de distância dos povoados, apesar de muitas pessoas ficarem doentes, ninguém morria, pois os remédios caseiros nunca falhavam. Hoje, porém, inúmeros médicos alopáticos já tiveram tempo para verificar que os remédios, em vez de ajudarem os pacientes a viver, têm promovido suas mortes.

Segundo o Dr. B. F. Barker, do
New York Medical College: “Os remédios administrados para a cura do sarampo, febre escarlatina e outras doenças, matam muito mais do que a própria doença”. E todos aqueles que abandonaram os medicamentos fortes, nunca mais perderam um único paciente.

Ontem visitando os hospitais do exército da vizinhança, um cirurgião me confidenciou não prescrever medicamento algum. Apesar de terem tido alguns casos de febre tifóide, muitos de pneumonia, centenas de disenteria, ninguém morreu. Mais de uma enfermeira também me contou que os soldados se apavoram com os medicamentos e lhes imploram para que os joguem fora. E assim procedendo, todos têm se recuperado.

Segundo o professor Dr. Alexander H. Stevens, do
New York College of Phisicians e Surgeons: “Os médicos mais jovens... iniciam a carreira com vinte medicamentos para todas as doenças... Mas quanto mais amadurecem, mais cético se tornam em relação às virtudes dos medicamentos e mais se inclinam a acreditar no poder da Natureza”.

Nos últimos 16 anos, através do
“Sistema de Higiene Medicinal”, tenho tratado todas as formas e centenas de casos de tifo, febre tifóide, pneumonia, disenteria, sarampo e rubéola, sem jamais ter levado um único paciente à morte. O mesmo é verdade sobre a escarlatina e outras febres. E para curá-los, jamais um único medicamento foi administrado.

Aparte os acidentes/danos mecânicos e “impressões mentais”, existem apenas duas origens para as doenças: venenos e impurezas vindas do exterior ou dejetos orgânicos, que ficam retidos no organismo. Em ambos os casos o resultado é a obstrução do sistema. E a doença é o reflexo do esforço do organismo para: remover os elementos obstrutivos, para manter os canais de circulação livre, e reparar os danos sofridos, para manter a integridade do organismo.

Na Convenção Nacional de Medicina, em St. Louis, de 1855 ou 1856, foi passada uma resolução de dizia: “É incontestável a disseminação da insatisfação com... o sistema alopático da prática médica... As causas são, evidentemente, teorias errôneas e, a partir daí, os danos freqüentes de práticas fatais.”

Reivindicava-se, pois, um sistema médico que cura e não que mata. Será que essa descoberta foi feita enquanto estavam juntos na convenção ou já o sabiam muito antes? E será que as “danosas e freqüentes práticas fatais” já foram descontinuadas?

O médico que ao tratar uma simples febre que, por si só, em duas ou três semanas desapareceria concomitantemente à recuperação da saúde, acaba provocando meia dúzia de doenças ou quase mata o paciente uma meia dúzia
de vezes ou prolonga seu sofrimento por meses, recebe muito dinheiro e muitos agradecimentos por todos os cuidados prestados durante as inúmeras complicações, relapsos e colapsos.

O médico, entretanto, que ajuda a promover a restauração da saúde do paciente em apenas uma semana, ganha muito menos dinheiro e não recebe grandes agradecimentos já que a doença não foi tão grave! Hoje, muito se fala em reformar a prática médica. Uma receita infalível seria se os médicos fossem pagos enquanto a saúde do paciente fosse mantida. No caso de doenças, entretanto, seu pagamento seria suspenso. Isso faz com a saúde do paciente lhe seja vantajosa, não a doenças. E isso todos estariam interessados em estudar o Higienismo.

O erro fundamental da medicina encontra-se no conceito limitado que se tem sobre a relação entre a matéria viva e a matéria morta. Ensina-se que medicamentos à base de substâncias inorgânicas, inertes e mortas, agem sobre o sistema vivo. A Natureza, entretanto, nos ensina ao contrário,
é o sistema vivo que atua sobre o medicamento. Os purgativos não agem sobre os intestinos, mas são expelidos pelos intestinos. Os diaforéticos não agem sobre a pele, mas são eliminados por ela. Os diuréticos não agem sobre os rins, mas são venenos que precisam ser eliminados por esse canal.

Li no jornal outro dia que uma serpente Boa, em exibição em um teatro em Paris, por ter passado muito tempo sem comer, havia engolido um cobertor. Quatro ou cinco semanas depois, ela o expeliu praticamente intacto. A pergunta que se impõe, portanto é: foi o cobertor que atuou sobre a serpente ou ela sobre o cobertor? Expelir um cobertor não é fisiológico, pois nenhuma serpente em condições normais faz isso. O processo é, portanto, patológico e patologia é doença. O cobertor foi a causa da doença – um material obstrutivo -, e a doença em si é o processo do vômito que o expeliu. Esse processo deveria, pois, ter sido suprimido, subjugado ou regulado e direcionado?

A doença nada mais é do que o processo de eliminação de elementos tóxicos. Portanto ela é um processo de purificação/remediação. Assim sendo, o objetivo do médico não deve ser de suprimi-la, mas sim de regulá-la/direcionada aos vários órgãos de depuração e, principalmente, à pele. O perigo existe a partir do momento que a ação de remediação é desviada da pele para se concentrar em algum órgão interno.

As funções vitais podem ser resumidas em dois tipos de processo:

Transformar os alimentos em tecidos e eliminar seus resíduos metabólicos.

Eliminar as substâncias estranhas e reparar os danos sofridos pelo organismo.

Alguns afirmam que os medicamentos curam doenças, outros dizem que as doenças são curadas vis medicatrix naturae. Ambos estão errados. Vis medicxatrix naturae – processo de purificação impetrado pela vitalidade do próprio sistema como mecanismo de autodefesa – é a própria doença. Subjugar ou tentar “curar” qualquer doença com drogas significa subjugar ou exterminar com a vitalidade do indivíduo. Por isso, o Dr. Clark afirma:
“A cada dose, a vitalidade do paciente diminui”.

Para ilustrar a tentativa de cura de uma doença promove o aparecimento de uma outra, lhes conto o diálogo que tive com um soldado invalido:

- Há quanto tempo você teve febre tifóide?
- Inicialmente eu não tive febre tifóide, mas sarampo.
- Quanto tempo você ficou doente de sarampo?
- Em torno de dez dias.
- Você tomou remédio contra o sarampo?
- Sim, muitos!
- O que aconteceu depois que se recuperou do sarampo?
- Meus pulmões começaram a sangrar - hemoptise.
- Tomou medicamentos contra hemoptise?
- Sim, muitos.
- Por quanto tempo foi medicado?
- Por uma semana.
- E o que aconteceu depois?
- Apareceu a tifóide;
- E você tomou medicamento contra a tifóide?
- Muitos, por duas semanas.
- E o que aconteceu depois.
- Eu me curei, mas desde então estou com uma tosse horrível.
- Provavelmente, agora, você está com tuberculose.
- Espero que não; mas imagino que esteja indo nessa direção.
- Sua constituição era originalmente boa?
- Excelente. Antes, eu nunca estive doente na vida.

Uma vez eu já acreditei do sistema das drogas e, conscientemente, o pratiquei. Foi por acidente – uma necessidade existencial – que acabei por investigar as premissas da ciência médica em relação às Leis da Natureza. Muitos já a descreveram, mas sempre assumindo os dogmas precedentes como ponto de partida – dogmas que se originaram na ignorância e superstições da idade do obscurecimento e que têm sido admitidos e aceitos, sem investigação ou questionamento, como verdades auto-evidentes, mas que, quando examinadas
à luz das leis da Natureza, não passam de evidentes absurdos.

A história atestará que, se o
Sistema Medicinal das Drogas prevalecer, a saúde
humana declinará, a histamina vital diminuirá, as doenças serão mais numerosas, mais complicadas e mais fatais. Mas se o Sistema de Cura Higienista for adotado, a humanidade irá melhorar em todos os níveis.

Agradeço a oportunidade de falar-lhes sobre a causa que eu represento e que é de imenso valor para o bem-estar de todos os humanos.

Sem paralelo algum na história da humanidade, há não mais de 50 anos o ser humano sobrevive exposto a “n” fatores que atuam como um desafio permanente
a seu equilíbrio auto-ecológico/homeostático como:

• Os alimentos industrializados/desnaturados/descaracterizados de suas origens.
• Um número desmesurado de elementos que atuam sobre sua natureza como toxinas através do ar que respira, da água que bebe, dos medicamentos que ingere, dos produtos de higiene e limpeza dos quais se utiliza.
• Os campos eletromagnéticos dos da fiação, transformadores e centrais elétricas espalhadas pelo planeta, dos satélites que circundam a Terra, dos aparelhos elétricos dos quais se serve, etc.

Apesar de a maioria não se dar conta das conseqüências que essas mudanças representam, é alarmante o aumento estatístico dos percentuais de inúmeras doenças – artrite, câncer, cardiopatias, diabetes, disfunções do sono, doenças auto-imunes, quadros inflamatórios, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), etc. –, muitas das quais ainda sem causa e tratamento definidos.

Como conseqüências a curto prazo, os problemas de memória, osteoporose, obesidade... deixaram de ser coisa das idades avançadas. O autismo, crises de ansiedade, depressão, diabetes, deficiência de atenção... Tornam-se comuns entre as crianças e os adolescentes. À longo prazo, só as gerações futuras dirão. A dificuldade de procriação, entretanto, já se alastra.

As doenças tanto se manifestam através de sintomas concretos como podem permanecer em estado latente por muito tempo, mantendo o indivíduo em constante oscilação de humor, vitalidade e vulnerabilidade – causa das patologias recorrentes.

A saúde, por sua vez, não é algo absolutamente estático, já que o organismo está permanentemente se ajustando aos mutáveis estímulos internos e externos para garantir a manutenção do equilíbrio homeostásico do organismo.


REFERÊNCIAS

(1) Olmstead J. M. D. Claude Bernard, Physiologist. Harper & Brothers, NY: 1938.
(2) Schultz, S.G. The Internal Environment. Essential Medicasl Physiology, 2nd ed. L.R. Johnson, ed. New York: Raven Press, 1998.
(3) Holmes F. L. Claude Bernard & Animal Chemistry, The Emergence of a Scientist. A Commonwealth Fund Book, Harvard Univ. Press, Cambridge, Massachusetts 1974
(4) Béchamp A. Les microzymes. Blillière, Paris, 1883. Microzymes et microbes. Editions Dentu, Paris, 1893.
(5) Reich W. Die Bione (1938). The Cancer Biopathy, (1a.edição nos anos 50). The bion experiments on the origen of life (1979). Os dois últimos publicados por Farra, Straus, Giroux.
(6) www.biogassendi.ifrance.com/biogassendi/editobiofr12bechamp.htm?
(7) Pearson R. P. Pasteur, Plagiarist, Impostor! Health Research. 1996.
(8) Appleton, Nancy. Why Louis Pasteur's Germ Theory Is A Curse (Porque a teoria do germe de Pasteur é uma praga) http://www.whale.to/w/appleton1.html
* Morden, Millicent. Rabies Past Present in Scientific Review (Revisão científica da raiva no passado e no presente.) http://www.whale.to/vaccine/rabies.html
* Ruesch, Hans. Rabies vaccination - Slaughter of the Innocent (A vacinação da raiva - Matança dos inocentes) http://www.whale.to/v/ruesch.html
(9) Nonclerq M. Antoine Béchamp, 1816-1908 - L'homme et le savant, originalité et fecondité de son oeuvre. Maloine, Paris, 1982.
(10) Delhoume L. De Claude Bernard à d'Arsonval. Lib Baillière, Paris, 1939.
(11) Enderlein G. Bakterien Cyclogenie. Semmelweis Verlag (em alemão). Bacteria Cyclogeny. Pleomorphic Products Sales Inc. (em inglês) www.pleoesp.com
(12) Enderlein G. AKMON. Ibica Publishers, 1957.
(13) Trall R. T. The true healing art: or, ygieniv vs. drug medication. Fowler & Well's, 753 Broadway, NY. Reprinted 1880. http://www.whale.to/v/trall.htm

Texto de Mônica Lacombe Camargo
Difusão Auto-Ecologia

 

 

 
     

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