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CULTURA
GERAL
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O
Que Aconteceu Com
O Conhecimento?
Claude Bernard (1813-1878)
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Claude
Bernard talvez tenha sido o fisiologista mais importante do século
XIX. Ao constatar que as células são os elementos
fundamentais do organismo e que existe um sistema fisiológico
capaz de manter o meio ambiente interno o milieu interieur
inalterado e independente das variações externas,
foi o primeiro a declarar que:
É
a estabilidade do meio interno que nos dá condições
de termos uma vida livre (1)
(comparando-nos às plantas que não podem
se locomover).
O organismo vivo, embora necessite do ambiente que o circunda,
é, relativamente, independente deste... (pois) os tecidos,
por se encontrarem protegidos por um meio ambiente interno
constituído pelos fluidos do organismo, estão
isentos da influencia direta do meio externo. (2)
Caso algum dia, a fisiologia venha a se estabelecer como ciência,
será possível, através de modificações
do meio ambiente interno, isto é, do sangue, exercitarmos
nossa vontade sobre os elementos (as células) que constituem
o nosso corpo... (e) aprendendo as leis que controlam essas
diversas relações, seremos capazes de regular
e modificar, ao bel prazer, nossas manifestações
vitais. (3) |
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Antoine
Béchamp (1816-1908)
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Professor das Universidades de Montpellier, Strasbourg e Lille,
Antoine Bechamp foi um dos mais importantes bioquímicos,
microbiologistas e toxologista do século XIX. Tendo sido
o primeiro a isolar uma série de fermentos, deu-lhes o
nome genérico de zymase. E aos organismos ainda
menores, dos quais derivavam, de microzymes (mini fermentos).
Logo também verificou que, além de seres autônomos,
estas se encontravam presentes em todas as células animais
e vegetais.(4)
Corroborando com as observações de Claude Bernard,
de que a saúde do organismo depende do millieu interieur,
Béchamp observou que de acordo com o meio ambiente em que
se achavam inseridas, as microzimas tanto podiam se manter
quiescentes e inofensivas como serem induzidas a um processo evolutivo,
adquirindo formas cada vez mais complexas.
Devido a uma anatomia que lhes permite total automaticidade, Béchamp
constatou que as microzimas sobrevivem até mesmo à
morte de seus hospedeiros. Posteriormente, Reich, que as denominou
bions,(5) encontrou-as no
feno, na terra e no carvão. E Enderlein, que as batizou
de entobiontos, também pode observá-las tanto em
uma múmia egípcia como nas juntas dos ladrilhos
de um banheiro.
Segundo Béchamp, as microzimas não apenas refletem,
através do estágio de desenvolvimento em que se
encontram, a qualidade do seu meio ambiente, como também
participam do processo de restauração do equilíbrio
interno/equilíbrio homeostásico do organismo. Mas,
a partir do momento que o meio ambiente retoma seu status quo,
as microzimas que haviam alcançado formas mais evoluídas,
também retomam a estrutura primitiva.
Gaston Naessens, um francês, hoje estabelecido no Canadá,
que tem se aprofundado nesse assunto, também afirma que,
dependendo do grau de poluição/toxidez do nosso
meio interno, as microzimas podem alcançar a estrutura
de bactérias e fungos com suas relativas propriedades putrefativas,
fermentativas e até mesmo patogênicas.
Na verdade, Béchamp morreu sem ter dúvida alguma
de que:
A
causa primária das doenças encontra-se dentro do
próprio organismo;
Os
microrganismos são entidades poliformes, cujo estágio
de transmutação testemunha o grau de intoxicação
e desequilíbrio do meio interno, ou seja, dos
fluidos orgânicos onde todas as células encontram-se
banhadas.
Suas descobertas eram, portanto, diametralmente opostas às
teorias de Pasteur, das quais deriva o conceito da doença
ser conseqüência de um organismo vitimado pela invasão
de microrganismos monomórficos, isto é, cada espécie
provocando uma determinada doença, independente da condição
do meio interno. Por isso, a disputa entre os dois sempre foi
acirrada. (6)
Para invalidar o trabalho de Béchamp, Pasteur chegou a
convencer a todos que o sangue é algo totalmente estéril
a maior asneira científica de todos os
tempos, alertava Béchamp.
Na realidade, as primeiras pesquisas sobre fermentação,
assim como sobre a doença do bicho da seda foram fruto
dos estudos de Béchamp. Quem primeiro desenvolveu uma metodologia
sobre as doenças infecciosas foi Davaine. E os inventores
das primeiras vacinas foram os veterinários Toussaint e
Galtier. Embora todos esses tenham sido creditados a Pasteur.
(Essas e outras histórias podem ser encontradas em Pasteur
Exposed: the false foundation of modern medecine, de Ethel
Douglas Hume (1923), Pasteur, Plagiarist, Impostor, de R.P. Pearson
(1946), (7) assim como em outros
artigos.)
(8)
Segundo a tese de doutorado de Nonclerq, as teorias de Pasteur
prevaleceram sobre as de Béchamp não por serem fundamentadas
em bases científicas, mas devido ao seu poder de persuasão
e autopromoção junto à corte parisiense.(9)
O que explica o porquê dos protestos de Béchamp,
à título de propriedades científicas,
terem sido considerados como crime de lesa-majestade.
Entretanto, segundo Delhoume, autor do livro De Claude Bernard
à DArsonval (1939), (10)
Pasteur, em seu leito de morte, provavelmente procurando se redimir
e/ou reverter as conseqüências do seu legado, declarou:
Bernard tinha razão, o micróbio não
é nada, o terreno é tudo.
Um mea culpa que, até hoje, não houve interesse
algum em ser difundido, embora, provavelmente, fosse só
o que faltava para que a direção das pesquisas científicas
tomasse novos rumos e, certamente, alcançassem melhores
resultados, pois é inaceitável que em pleno século
XXI ainda seja enorme o número de doenças e disfunções
ditas incuráveis.
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Guenther
Enderlein (1872-1968)
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Inspirado
em Béchamp e seus seguidores Robert Leuckart, pai
da parasitologia, e Otto Schmidt, o primeiro a apontar a existência
de parasitas no sangue dos cancerosos (1901) Enderlein,
prestigiado zoologista, iniciou suas pesquisas quando as teorias
de Pasteur e Koch ainda não haviam se tornado dogmas. Mas,
devido às conclusões de seus trabalhos, morreu amaldiçoado
pelo establishment científico do Pós-Guerra.
O conceito de pleomorfismo e simbiose, entretanto, são
inseparáveis do nome de Enderlein. Tudo começou
em 1916, no hospital do exército alemão, onde foi
posto a analisar o sangue daqueles acometidos pelo tifo, sob um
microscópio de campo escuro (único a permitir a
observação do sangue vivo). Assim, logo se deparou
com as microzimas, ou entobiontos, e cuja presença no sangue
cunhou como endobiose.
Enderlein verificou, então, que os entobiontos que alcançavam
formas mais complexas, em decorrência de variações
do sangue, eram atacados, por copulação, por outros
em estágios menos evoluídos. Desse modo, os mais
evoluídos eram impedidos de se multiplicar, descontroladamente,
e provocar um desequilíbrio simbiótico-homeostásico
ainda maior. A partir daí, caberia ao sistema imunológico
elimina-los do organismo.
A dedicação de Einderlein foi de tal ordem que em
1917 ele já havia terminado os manuscritos de Bakterien
Cyclogenie (A vida cíclica das bactérias), (11)
iniciado em 1816, mas só publicado em 1925, onde descrevia,
com detalhes, diversos aspectos do desenvolvimento cíclico
dos entobiontos. Apesar de ter sido combatido pelos seguidores
de Pasteur que defendiam o monomorfismo, hoje já se sabe
que tal conceito não pode ser generalizado, haja
vista as mutações do parasita da malária,
por exemplo.
Por se encontrarem em todos os lugares e poderem ter uma vida
independente de outros organismos biológicos, Einderlein
deduziu que os entobiontos eram de natureza vegetal cuja
confirmação foi feita, recentemente, pelos cientistas
ingleses que detectaram a presença de enzimas vegetais
nos trombócitos. Mas, enquanto simbiontos, eles
são submetidos a processos metamórficos de acordo
com o meio ambiente. Ao que concluiu que toda forma de vida na
Terra resulta da sua simbiose com o planeta.
O fato é que a luta pela sobrevivência, de nenhuma
espécie, tem como objetivo, a priori, a extinção
de outras formas de vida. Muito pelo contrário. O matar
para se alimentar é mantido num mínimo indispensável
à sobrevivência da espécie, enquanto todos
se esforçam por manter o equilíbrio do seu meio
ambiente. Por isso, segundo Einderlein, nossos parceiros
vegetais simbióticos menos evoluídos prestam
uma ajuda inestimável ao controle/eliminação
de qualquer excesso de entobiontos mais complexos.
A doença, portanto, vista sob esse prisma, nada mais é
do que um processo de autocura baseado num mecanismo adaptativo,
que tem os entobiontos como agentes ativos. E a partir do momento
que se restaura o antigo status quo do sangue, as disfunções
(ou quadros doentios) do organismo são automaticamente
revertidas. Por isso, o restabelecimento da saúde espelha
o re-equilíbrio simbiótico.
Ainda segundo Enderlein, até a terceira fase evolutiva,
os entobiontos desempenham funções vitais como:
Fortalecer
o sistema de defesas;
Acelerar
o metabolismo, especialmente do transporte de nutrientes para
dentro das células e da eliminação de toxinas;
Zelar
pela coagulação do sangue.
A partir do quarto estágio, porém, eles começam
a causar danos. Iniciam por intoxicar-acidificar seus fluidos,
e, se seu processo evolutivo e reprodutivo não for freado
pela reversão do pH do meio interno, acabarão alcançando
formas patogênicas, com o risco de se tornarem protagonistas
inclusive de tumores, pois, segundo Enderlein:
O câncer é fruto de um processo de fermentação
e decomposição produzido por fungos parasitários
super desenvolvidos.
Sendo, pois, a qualidade do meio interno o fator determinante
que faz com que os entobiontos se transformem em fungos, bactérias,
vírus, etc., o potencial e o processo de autocura de qualquer
organismo não pode ser determinado por outro senão
pela qualidade/pH dos fluidos corpóreos.
Só que um organismo que esteja com:
Carência em nutracêuticos principalmente em
minerais e elementos-traço como o cálcio, cromo,
magnésio, manganês, selênio, zinco, etc.;
Excesso de aminoácidos em circulação
principal alimento dos entobiontos;
Um sistema imunológico exaurido por subnutrição
e problemas crônicos;
Os fluidos orgânicos sangue, linfa, líquidos
intersticiais com um pH alterado,
Um grande acúmulo de elementos químicos e resíduos
metabólicos, etc.
Ou seja, maltratado, subnutrido, intoxicado, tem menos
chances de restaurar seu equilíbrio homeostásico
e maiores riscos de ser submetido a processos degenerativos acelerados.
Para um profissional da saúde versado na análise
do sangue sob microscópio de campo escuro, basta observar
a realidade do meio interno e seus entobiontos para diagnosticar
as tendências degenerativas que o organismo esteja tomando
e sua predisposição a diferentes disfunções
e doenças, inclusive ao câncer.
Apesar de Enderlein ter escrito mais de 500 artigos e uma extensa
obra, que culminou com Akmon (1957), (12)
seu maior legado à humanidade é a certeza da saúde
ser, não uma questão de sorte ou azar, mas sim,
o resultado da simbiose com os inúmeros microrganismos
que os quais convivemos.
Temos aí, portanto, informações suficientes
para aumentarmos nosso nível de consciência sobre
o quanto somos responsáveis pela nossa saúde, isto
é, cabe a cada um de se responsabilizar pela qualidade
daquilo que ingere, inala ou lhe toca a pele. Ou seja, cabe somente
ao Ser zelar pela qualidade do seu meio interno para
que os entobiontos não sejam induzidos, por este, a evoluir
a ponto de se tornarem patógenos.
Somente através do permanente estado de alerta, quanto
à exposição a todo o tipo de poluição
física, emocional, mental ou ao que quer que seja que possa
vir a alterar o pH dos fluidos orgânicos sangue,
linfa e líquidos intersticiais , que banham nossas
células, podemos AGIR em prol do equilíbrio homeostásico-simbiótico
e DETERMINAR a qualidade de nossas manifestações
vitais, como previu Claude Bernard.
Do mesmo modo que Copérnico desafiou os conceitos da ciência
vigentes sobre o sistema solar, os postulados de Enderlein também
impõem profundas mudanças de paradigmas ao meio
científico, a ver que:
1. As espécies não são necessariamente espécies,
mas simbioses;
2. Os fenótipos não são uma expressão
genética de uma espécie, mas um composto;
3. As formas vivas se modificam em continuidade e em movimentos
cíclicos nos dois sentidos, dependendo do meio ambiente;
4. O conceito de especificidade do código genético
de uma espécie precisa ser reavaliado, já que a
forma e função são baseadas na simbiose;
5. Toda a teoria da evolução e o Darwinismo são
insustentáveis dentro da concepção biológica
da simbiose;
6. A doença é o reflexo da desarmonia disbiose
entre parceiros simbióticos.
Tendo se tornado persona non grata para os cientistas ortodoxos
e seguidores de Pasteur, o legado científico de Enderlein
é mantido na obscuridade até hoje, sua obra
é ignorada pelas Universidades e, conseqüentemente,
pelos microbiologistas.
Mesmo assim, muito dos seus postulados, antes veementemente combatidos,
pouco a pouco estão sendo comprovados.
As bactérias possuem um núcleo ou um equivalente
nuclear.
Confirmado, 20 anos depois, por Knöll, Zapf, Kölbel
e muitos outros.
As bactérias também se reproduzem sexualmente.
Einderlein distinguiu a reprodução sexual, que se
dá pela copulação e fusão nuclear,
da assexuada, que se dá através da florescência
e divisão. A reprodução sexual foi confirmada,
40 anos depois, pelos Prêmios Nobel Lederberg, Taumg e Hayes,
sem menção a Enderlein.
Os micróbios são polimorfos.
Einderlein afirmava que sob condições precisas,
uma determinada espécie de micróbio, seja ultramicroscópica
ou polinuclear, pode se manifestar em várias formas e diferentes
estágios de desenvolvimento, cuja complexidade pode chegar
ao estado de bactéria ou fungo confirmado por Kölbel,
do Tuberculosis Research Institute de Borstel, pelo Prêmio
Nobel Domagk, por S. Uyeda, também pesquisador da tuberculose
e por H. Harmsen, o único a fazer referência a Enderlein.
Não existe sangue estéril e livre de germes.
Os microssomos, condriossomos, etc., descobertos 40 anos depois,
são descritos como meros elementos do sangue, enquanto
natureza vegetal dos entobiontos de Enderlein foi confirmada por
pesquisadores ingleses que detectaram enzimas vegetais nos trombócitos.
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