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CULTURA GERAL
O
DR. MATTHIAS RATH
Resumo da entrevista de 3 de abril de 2003
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O
Dr. Matthias Rath, médico-cientista pioneiro no campo
da prevenção das doenças cardiovasculares,
junto com Linus Pauling, e criador da Medicina Celular,
é quem hoje catalisa e lidera o movimento mais importante
em prol do Novo Mundo de Paz, Saúde e Justiça
Social. Por isso, suas palavras não poderiam ficar
ausentes dessa publicação. Que elas sejam
um incentivo para que nos mantenhamos informados e unidos,
através da sua Fundação, de modo a
participarmos e contribuirmos por essa justa causa.
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Minha
principal contribuição para a humanidade é
a descoberta de como é possível prevenir e
tratar as doenças cardiovasculares e, assim, erradicar as
doenças cardíacas. A segunda é de expor a dependência
que a indústria farmacêutica e seus investidores têm
no "comércio das doenças".
Quando comecei a pesquisar a causa das doenças cardiovasculares,
acreditava-se, por influência da indústria farmacêutica,
que elas eram decorrentes da danificação que o colesterol
provocava às paredes dos vasos sangüíneos, tornando-as
espessas e,
eventualmente, bloqueando a passagem do sangue.
Hoje, porém, já se sabe não ser esse o caso,
pois, se assim fosse, não apenas as artérias do coração
e os vasos sangüíneos do cérebro seriam danificados
e bloqueados, mas todos os vasos, fazendo com que tivéssemos
infarto do nariz, ouvidos, joelhos ou de qualquer outro órgão.
Inicialmente descobri que as doenças cardiovasculares são
praticamente desconhe-cidas dos animais, pois eles produzem sua
própria vitamina C - a vitamina mais essencial à produção
do colágeno, do qual depende o fortalecimento das paredes
dos vasos sangüíneos.
Nós, porém, não só não a produzimos,
como freqüentemente temos uma alimentação deficiente
em vitamina C, o que implica o enfraquecimento dos vasos sangüíneos,
sobretudo das áreas mais expostas ao estresse mecânico,
como é o caso das artérias coronárias que bombeiam
o coração.
Ao realizar tal fato, me voltei para o estudo das células
e moléculas como meio de prevenção e cura das
doenças. A descoberta sobre a natureza das doenças
cardiovasculares, portanto, foi só o início.
A medicina, dividida em disciplinas de acordo com os órgãos,
ignora o fato de a saúde ser determinada pela qualidade das
células, cujo funcionamento depende da energia biológica
promovida, essencialmente, pelas pequenas moléculas biocata-líticas
que aceleram as reações químicas nas células,
como é o caso das vitaminas, minerais, determinados aminoácidos
etc.
A medicina celular, embora seja um novo campo da medicina, está
fundamentada naquilo que qualquer estudante de biologia e bioquímica
aprende sobre os micro-nutrientes, ou seja, que eles são
essenciais à otimização do funcionamento celular.
Ela se utiliza, portanto, dos micronutrientes como meio de prevenção
e tratamento das doenças mais comuns, como é o caso
das doenças cardiovasculares e infecciosas, do câncer
etc.
Esses princípios são facilmente compreendidos por
qualquer pessoa. Por isso, os profissionais e responsáveis
pela saúde pública precisam se familiarizar, o mais
rápido possível, com eles, para que sejam capazes
de aplicá-los nos programas que visam, exatamente, à
saúde pública.
Com
a constatação de que os nutracêuticos são
o combustível biológico das células, torna-se
óbvio que a causa da maioria das doenças, ligadas
ou não ao sistema cardiovascular, é a carência
nutricional prolongada, crônica.
Também descobri um modo natural de prevenir que as células
cancerosas se espalhem pelo corpo - não importa seu tipo
ou em que órgão tenham começado, pois todas
utilizam a mesma "tesoura biológica", a colagenase
- enzima capaz de cortar os tecidos colaginosos.
E como a agressividade do câncer é fruto de uma maior
produção de colagenase, descobri também que
a sua produção pode ser diminuída ou totalmente
bloqueada pelos aminoácidos lisina e prolina combinados à
vitamina C e a outros micro-nutrientes.
A indústria farmacêutica não pode produzir drogas
que previnam ou erradiquem as doenças, pois são as
doenças que criam a contínua necessidade pelas drogas
que produz. Por isso, 80% dos fármacos oferecidos no mercado
só encobrem os sintomas das doenças.
Qualquer nova descoberta sempre passa por três estágios.
Primeiro é ridicularizada.
Depois, ferozmente combatida. E, finalmente, torna-se auto-evidente.
E assim foi com as minhas descobertas.
Só após mais de dez anos da publicação
do trabalho "Solução para o quebra-cabeça
das doenças cardiovasculares humanas", a Universidade
de Stanford me convidou a apresentá-lo, no dia 4 de maio
de 2002.
Resumi-lhes, então, algumas das questões fundamentais
que a cardiologia ainda não conseguiu resolver:
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1.
Por que os animais não têm ataque de coração,
mas o ser humano tem?
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2.
Por que temos ataque de coração e não
temos ataque de nariz?
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3.
Por que temos endurecimento das artérias - arteriosclerose
- e não
temos endurecimento das veias - venosclerose?
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Em
relação às minhas descobertas sobre o câncer,
também foram quase dez anos até que o público
fosse apresentado a elas, através de um grande artigo no
USA Today - talvez o jornal de maior circulação no
mundo -, no dia 8 de março de 2002. E a notícia se
espalhou como fogo de palha, para o usufruto de muitos.
Quando, em 21 de junho de 1997, na Alemanha, denunciei publicamente
a indús-tria farmacêutica pela morte prematura de milhões
de pessoas e por ter uma economia baseada no "comércio
da doença", relacionei seu inescrupuloso negócio
com o genocídio da Segunda Guerra Mundial.
É fato histórico que o maior cartel petroquímico
e farmacêutico da Europa, o I.G. Farben, foi quem financiou
a subida de Hitler ao poder. Por isso, por determinação
do Tribunal de Nuremberg (1946-47), o I.G. Farben foi obrigado a
se subdividir em Bayer, BASF e Hoechst, e alguns de seus diretores
foram sentenciados como responsáveis pelo início da
guerra, genocídio, espoliação de propriedades
e outros crimes contra a humanidade.
Cinco anos depois dessa minha denúncia, em 31 de março
de 2003, o Der Spiegel as confirmou - fraude, decepção,
risco de vida, danificação da economia de vários
países etc., assim como a estreita ligação
das farmacêuticas com as grandes decisões políticas.
Nota: Donald Rumsfeld, por exemplo, antes de assumir o Ministério
da Defesa do Governo Bush, era Chairman of the Board da companhia
farmacêutica Gilead Sciences, Inc. Sendo que, entre 1977 e
1985, havia sido presidente e Chairman da companhia farmacêutica
multinacional G.D. Searle & Co. onde, devido à sua administração
extremamente lucrativa, foi apontado pelo Wall Street Transcript
(1980) e pelo Financial World (1981) como Outstanding Chief Executive
Officer in the Pharmaceutical Industry.
Eu realmente me regozijo em ter sido não apenas um pioneiro
na área da medicina natural, mas também em expor publicamente
a indústria farmacêutica. E o artigo do Der Spiegel
é a primeira peça do dominó que vai fazê-la
ruir num futuro próxi-mo, pois a mídia mundial deve
lhe dar continuidade, já que a saúde de milhões
de pessoas e a economia de inúmeros países não
podem continuar a ser sacrificadas dessa maneira.
Com a descoberta da maioria das vitaminas e dos nutrientes essenciais
à otimização do metabolismo celular, entre
1920 e 1935, ficou evidente que sem os nutracêuticos as células
não funcionam adequadamente e as doenças são
a conseqüência mais óbvia.
Por isso, a primeira estratégia utilizada pela indústria
farmacêutica foi tentar bloquear qualquer informação
positiva nessa direção, enquanto que a segunda foi
de desqualificá-las, tornando ilegal qualquer modo de prevenção
ou terapia que utilize os nutracêuticos. E com o ensino da
medicina focalizando o uso das drogas farmacêuticas qualquer
tratamento natural passou a ser considerado como algo "desatualizado".
Assim, por mais de meio século, gerações e
gerações de médicos deixaram as faculdades
sem o menor conhecimento sobre a função das vitaminas,
minerais etc., em relação à saúde. E
certamente também desconhecendo que só no ano de 1937
três cientistas foram laureados com o Prêmio Nobel devido
às suas pesquisas em relação às vitaminas.
Nota: O Prêmio Nobel de Química foi dividido entre
o inglês Dr. Walter Norman Haworth (1883-1950), por seus estudos
sobre os carboidratos e a vitamina C, e o suíço Dr.
Paul Karrer (1889-1971), por suas investigações sobre
os carotenóides, flavonas, vitaminas A e B2.
O Prêmio Nobel de Medicina foi para o húngaro Dr. Abbert
Szent-Györgyi Von Nagyrapolt (1893-1986), que descreveu o processo
de combustão biológica, enfatizando o papel da vitamina
C.
Agora, no início do século XXI, o ser humano vai acordar
de um pesadelo. Com o acesso à informação sobre
os nutracêuticos necessários à otimização
das funções celulares, duas em cada três pessoas
poderão salvar suas vidas. Embora para persuadir o povo e
os profissionais da saúde do contrário a indústria
farmacêutica venha gastando duas vezes mais recursos financeiros
em propaganda do que em pesquisa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), criada
em 1948, com o objetivo de melhorar a saúde dos povos, durante
a sua primeira década de existência publicou o boletim
anual Joint Reports on Nutrition, junto com a Organização
para a Agricultura e a Alimentação (ou FAO - Food
and Agricultural Organization).
Em 1963, porém, já tendo se tornado um instrumento
do cartel farmacêutico, a OMS forma uma nova comissão
- o Codex Alimentarius - que passa a combater o uso dos nutrientes
como elementos de prevenção, cura e erradicação
das doenças, de modo mais específico, isto é,
estabelecendo, por lei, "limites máximos" para
o consumo dos nutrientes, impedindo de serem utilizados como elementos
terapêuticos.
Deflagrava-se, assim, uma "guerra santa" contra as medicinas
naturais e a disseminação de informações
sobre os benefícios dos micronutrientes. Isso permitiu que
durante 40 anos o cartel farmacêutico utilizasse a infra-estrutura
da OMS para ditar seus interesses e monopolizar o acesso à
"saúde".
Com metade dos seus membros envolvidos, direta ou indiretamente,
com a indústria farmacêutica, o Codex Alimentarius
tentou tornar ilegal as terapias naturais nos Estados Unidos. A
proposta, entretanto, acabou derrotados pela aprovação,
por unanimidade, do Dietary Supplement Health and Education Act,
em agosto de 1994.
Ficou assim, portanto, garantido ao povo americano o livre acesso
às terapias alternativas e informações relativas
aos métodos naturais de terapia e prevenção
- os direitos civis são tão sagrados nesse país
que, em tempos de paz, tal proibição é impossível
de ser aceita.
Com mais de 50% dos americanos já consumindo, regularmente,
micronutrientes como meio de melhorar a saúde, a única
maneira de lhes tirar essa liberdade seria sob leis marciais postas
em vigor, alegando-se "Guerra ao Terrorismo" ou coisa
que o valha.
Não tendo conseguido alcançar seus objetivos, o Contex
redobrou seus esforços e recursos financeiros visando à
proibição da divulgação de qualquer
informação relativa à prevenção
e tratamento relacionados aos nutrientes - recomendação
que, caso algum dia venha a ser aprovada pela United Nations General
Assembly, terá que ser adotada por todos os países
membros da ONU.
Contra essa agenda do cartel farmacêutico, temos organizado,
regularmente, protestos, campanhas e conferências científicas.
E, tendo conseguido que mais de 600 milhões de cartas chegassem
aos governantes e parlamentares antes do encontro do Contex, em
novembro de 2002, em Berlim, tal proibição ainda não
conseguiu ser implementada.
Durante a exposição do programa Health for All by
the Year 2020 para mais de cem chefes de Estado, por ocasião
da Cúpula Mundial de Johannesburg, em agosto de 2002, chamei
a atenção para a natureza fraudulenta do "comércio
das doenças" utilizado pela indústria farmacêutica
e dei início à batalha pela reconquista da OMS.
Dois anos antes, a delegação da África do Sul
já havia se recusado a pagar os royalties e até mesmo
a distribuir medicamentos contra a Aids. E, por isso, foi processada
pela International Federation of Pharmaceutical Manufacturers. Diante,
porém, do número de protestos vindos de todas as partes
do mundo, em janeiro de 2001, o cartel farmacêutico retirou
o processo contra Pretória - a primeira vitória histórica
contra a hipocrisia do Contex Alimentarius.
Os governos da Jordânia, Emirados Árabes, Nigéria,
África do Sul, Angola, Mali e muitos outros países
da África, assim como a República Popular da China,
já estão decididos a adotar medidas baseadas nos processos
de cura natural. Cabe, portanto, aos países da África,
Ásia e América do Sul liderarem essa batalha, que
será disputada com a mesma brutalidade que qualquer campanha
militar, cujo tempo de duração dependerá do
nível de conhecimento do povo para que ele possa pressionar
seus governantes a tomarem medidas condizentes em nível nacional
e internacional.
É preciso que todos saibam que embora o cartel farmacêutico
afirme que os nutrientes provocam efeitos colaterais, isso é
impossível, pois eles são o material de construção
do organismo e qualquer excesso é eliminado sem problema
algum. Já as drogas farmacêuticas, cuja natureza sintética
o organismo não reconhece, atuam de modo oposto (se acumulam
no organismo).
Com
esses argumentos o Codex Alimentarius também mostra ignorar
o artigo publicado no Journal of the American Medical Association
- JAMA, de 15 de abril de 1998, que aponta os fármacos como
a quarta (ou terceira?) causa mortis no mundo industrializado.
Já está cientificamente provado que qualquer vírus
pode ser parcialmente ou completamente bloqueado pelas terapias
naturais. Em um estudo publicad, em 1990 no Proceedings of the National
Academy of Science USA - uma das publicações científicas
mais lidas em todo o mundo - constatava que a vitamina C é
capaz de blo-quear a replicação do vírus HIV
em mais de 99,9%.
Isso significa que há mais de uma década a indústria
farmacêutica, a OMS e o establishment sabem não apenas
existir alternativas naturais contra os vírus, mas também
que elas são mais efetivas do que qualquer fármaco.
O problema é que elas não são patenteáveis
(e sem a patente, a indústria farmacêutica não
tem lucro).
Os aminoácidos lisina e prolina são igualmente fundamentais
ao bloqueio da disseminação dos vírus, pois
eles se propagam digerindo os tecidos adjacentes, o colágeno.
Isso significa que basta que a enzima colagenase seja neutralizada
para que a disseminação dos vírus seja prevenida
ou minimizada.
Desde que decidi continuar a segurar a tocha até então
carregada por Linus Pauling, estive consciente do perigo que correria.
E assumir a batalha de libertar o ser humano da indústria
farmacêutica, que promete saúde mas vende a doença,
foi uma decisão deliberada.
Na verdade, desde que descobri a conexão do escorbuto com
as doenças cardio-vasculares, soube que eu representava uma
ameaça para a indústria farmacêutica. Esta,
porém, sem argumentos científicos que se oponham às
minhas descobertas, se restringe a tentar me desqualificar como
pessoa - destino de todos que se atrevem a se levantar pelo que
é de direito.
Quando os lares, clínicas, hospitais etc. adotarem os meios
naturais de saúde, os grupos que têm interesse financeiro
no "comércio da doença" da indústria
farmacêutica serão privados do dinheiro necessário
para financiar a guerra. Por isso, a saúde também
é o fator mais estratégico e poderoso para nos garantir
uma vida pacífica.
Os Estados Unidos e o Reino Unido (os dois países que declararam
guerra ao Iraque, não por acaso) são os dois maiores
exportadores de produtos farmacêuticos. O dinheiro relativo
à venda de duas entre cada três pílulas de remédios
no mundo inteiro retorna para eles. Mas o conhecimento científico
hoje existente já é suficiente para eliminar três
quartos das doenças dos países industrializados.
Nos países em desenvolvimento mais de dois bilhões
de pessoas sofrem de carência de micronutrientes, tornando-as
susceptíveis às doenças infecciosas e outros
problemas de saúde. Por isso, o conhecimento sobre os benefícios
dos micro-nutrientes é fator crucial à melhoria da
saúde e bem-estar de todos.
Imaginem a quantidade de dinheiro que sobrará para ser aplicado
em educação e outras medidas sociais quando deixar
de ser drenado pela indústria farmacêutica - serão
multitrilhões de dólares disponíveis tão
logo o "comércio das doenças" seja banido
do planeta.
Obviamente ainda existirão doenças no ano 2020, porém
os ataques de coração, infartos, câncer, osteoporose
e muitas outras deixarão de ser epidêmicas. Estou convencido
da contribuição que nossa Fundação poderá
dar para que tenhamos
"Saúde para Todos no Ano 2020".
Atualmente, nosso maior meio de comunicação é
a página da Fundação na Internet.
E enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS)
falhar na sua missão de prover informações
sobre os meios naturais de saúde a todos os povos, nós
a assumiremos. Por isso, fizemos dessa página uma das principais
fontes de informação para pacientes, políticos
e profissionais da saúde.
Para isso estamos nos empenhando para que tais informações
estejam disponíveis em várias línguas. Pedimos,
porém, a todos que nos enviem informações sobre
projetos-piloto, já implementados ou não, que estejam
fazendo, com o objetivo de expandir informações e
terapias naturais na sua comunidade, cidade ou país.
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