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CULTURA GERAL


HOMOTOXICOLOGIA

É inquestionável o avanço da medicina ortodoxa no que diz respeito a novas técnicas e especialidades, mas não se pode deixar de questionar a qualidade de
seus resultados.

Tomemos o exemplo de uma dor de cabeça crônica. Numa primeira fase, receita-se medicamentos que, com o tempo, são substituídos à medida que o problema se intensifica com o aumento dos níveis de intoxicação da matriz extracelular.

Eventualmente, o paciente acaba sendo encaminhado ao neurologista, ao oftalmologista ou até mesmo ao psiquiatra, do qual recebe nova seqüência de fármacos. Com as tentativas de dar sumiço ao problema se esgotando, a disfunção
é classificada como funcional.

A essa altura a dor de cabeça já não é mais o único sofrimento, pois o paciente agora também padece de fadiga crônica, catarro crônico, síndrome do cólon irritado, dores nas juntas, ou do que quer que seja - sintomas que já o levaram a outros especialistas que, obviamente, contribuíram para o aumento da sua lista de remédios.

A medicina ortodoxa não-cirúrgica encontra-se, pois, basicamente restrita à prescrição de medicamentos baseada nas informações da indústria farmacêutica - "tal sintoma desaparece com tal medicamento". Oculta-se, porém, dos pacientes, e às vezes dos próprios médicos, a lista completa de efeitos colaterais que os fármacos produzem, sob a desculpa de que "os fins justificam os meios".

Com o objetivo de redirecionar a prática médica à arte da reconquista da saúde e pôr um fim à via crucis medicamentosa, Hans Heinrich Reckeweg (1905-1985) desenvolveu a homotoxicologia -
(1) especialidade médica hoje já bastante difundida na Alemanha e outros países da Europa -, a partir da redefinição da natureza das doenças e dos fármacos. Assim, segundo os novos parâmetros estabelecidos pela homotoxicologia:

As doenças são a expressão do esforço do organismo em neutralizar e eliminar as
homotoxinas - substâncias ou microrganismos prejudiciais ao corpo -, cuja presença atingiu um determinado grau de saturação.

Os fármacos são bloqueadores dos sintomas provocados pelo processo de eliminação das homotoxinas, fazendo-as penetrar mais profundamente nos tecidos, a começar pela matriz extracelular e posteriormente nas células, aumentando os níveis de intoxicação do organismo e alimentando os quadros crônicos e degenerativos.

Segundo a homotoxicologia, os fármacos criam um campo de interferência sobre a circulação energética que imediatamente afeta o sistema de controle neurovegetativo e endócrino (e consequentemente o Sistema Fundamental de Regulação "descoberto" por Pischinger), que podem acabar provocando a "paralisação das reações", com o organismo refratando a ação dos próprios medicamentos.

Sem parâmetros para reconhecer esse processo, a medicina ortodoxa em vez de suspender os medicamentos e concentrar esforços nos mecanismos de desintoxicação e alcalinização da matriz extracelular e do sangue, assim como na otimizar o status nutricional do organismo indispensáveis à regeneração das estruturas e revitalização do metabolismo celular - condições si ne qua non à reconquista da saúde -, limita-se a trocá-los por outros mais fortes, que intensificam ainda mais o grau de intoxicação do organismo.

Não é, pois, surpreendente que esse tipo de prática médica tenha sido apontada, em artigo publicado no
Journal of the American Medical Association - JAMA (2000), (2) como a terceira causa mortis nos Estados Unidos, e responsabilizada pela morte de 250 mil pessoas, em um único ano, das quais 106 mil diretamente relacionadas aos efeitos colaterais dos medicamentos prescritos.

Para auxiliar os profissionais da saúde a traçarem o histórico médico de seus pacientes sob os paradigmas da homotoxicologia e facilitar a determinação do grau de intoxicação em que eles se encontram, Reckeweg elaborou uma tabela que mostra as diferentes fases desse processo, distinguindo seis fases distintas:

AS SEIS FASES CARACTERÍSTICAS DA HOMOTOXICOSE

SAÚDE
Fases humorais - Doenças de disposição
TECIDOS
EXCREÇÃO
REAÇÃO
DEPOSIÇÃO
ECTODÉRMICO
Epidérmico
Cerúmen, secreção se-bácea, suor etc.
Dermatite, eczemas,eritema, furunculose
Ateromas, calos, queratose, verrugas etc.
Orodérmico
Corrimento nasal, saliva etc.
Candidíase, estomatite, rinite etc.
Pólipos nasais, quistos etc.
Neurodérmico
Secreções celulares neuro-hormonais.
Herpes zoster, poliomielite (fase febril)
Neuralgias, neuromas benignos etc.
Simpaticodérmico
Secreções celulares neuro-hormonais .
Herpes zoster, nevralgia etc.
Neuromas benignos, nevralgia etc.
ENDODÉRMICO
Mucodérmico
Secreções gastrintestinais, toxinas nas fezes - CO2, estercolinina.
Colite, enterite, fa-ringite, laringite etc.
Megacólon, pólipos das membranas mucosas, prisão de ventre etc.
Organodérmico
Secreções biliares, hormonais, pancreáticas, da tireóide
Colangite, hepatite, parotidite, peumonia etc.
Bócio, colelitíase etc.
MESENQUIMATOSO
Interstício-dérmico
Ácido hialurônico, substâncias mesenquimo-intersticiais etc.
Abscessos, gengivite etc.
Adiposidades, edemas, gota etc.
Osteodérmico
Hematopoiese
Osteomielite
Osteófitos
Hemodérmico
Formação de anticorpos, hematopoese, menstruação etc.
Embolia, endocardite, febre tifóide, septicemia etc
Esclerose, trombose, varizes etc.
Linfodérmico
Ação dos anticorpos na linfa.
Amidalite, apendicite etc.
Linfatismo etc.
Cavodérmico
Líquidos cefalorraquidiano, sinovial etc.
Poliartrite etc.
Hidropisia etc.
MESODÉRMICO
Interstício-dérmico
Ácido hialurônico, substâncias mesenquimo-intersticiais etc.
Abscessos, gengivite etc.
Adiposidades, edemas, gota etc.
Osteodérmico
Hematopoiese
Osteomielite
Osteófitos
Hemodérmico
Formação de anticorpos, hematopoese, menstruação etc.
Embolia, endocardite, febre tifóide, septicemia etc
Esclerose, trombose, varizes etc.
Linfodérmico
Ação dos anticorpos na linfa.
Amidalite, apendicite etc.
Linfatismo etc.
Cavodérmico
Líquidos cefalorraquidiano, sinovial etc.
Poliartrite etc.
Hidropisia etc.
MESODÉRMICO
Nefrodérmico
Excreção de produtos metabólicos pela urina.
Cistite, nefrite, pielite etc.
Hipertrofia prostática, nefrolitíase etc.
Serodérmico
Secreções das membranas serosas.
Pericardite, peritonite, pleurite etc.
Exsudações pleurais,
ascite etc.
Germonodérmico
Líquidos prostáticos, menstruação, ovulação, esperma.
Anexite, ovarite, prostatite, salpingite etc.
Cistos, hidrocele, hipertrofia prostática, miomas etc.
Musculodérmico
Ácido láctico,
lactacidógeno etc.
Miosite, reumatismo muscular etc.
Miogelose, reumatismo etc.
Princípio de excreção. Enzimas endêmicas.
Tendência à autocura. Prognóstico favorável.
MORTE
Fases celulares - Doenças de constituição

C
O
R
T
E

 


B
I
O
L
Ó
G
I
C
O

IMPREGNAÇÃO
DEGENERAÇÃO
NEOPLASIA
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Tatuagens, pigmentações etc.
Dermatose, lepra,
lúpus vulgar etc.
Basalioma, "Ulcus rodens"etc.
Leucoplasia.
Ozena, rinite atrófica etc.
Carcinoma das mucosas nasais e bucais.
Enxaqueca, infecções virais (poliomielite), tiques etc.
Atrofia do nervo ótico, esclerose múltipla, paralisias
Gliosarcomas, neuromas etc.
Asma, úlcera gástrica e duodenal etc.
Neurofibromatose etc.
Gliosarcomas etc.
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Asma, rouquidão, síndrome carcinóide, úlcera gástrica e duodenal etc.
Tuberculose pulmonar e intestinal.
Carcinomas do estômago, intestino, laringe etc.
Infecções virais, infiltração dos pulmões, lesões hepatotóxicas etc.
Cirrose hepática, mixedema, hipertireoidismo etc.
Carcinoma do fígado, pâncreas, pulmões, tireóide, vesícula biliar etc
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Elefantíase (fase inicial), viroses gripais etc.
Caquexia, esclerodermia,
"Velamen vulvae"
Sarcoma em diversos lugares
Osteomalacia
Espondilite
Osteosarcomas
Angina peitoral, miocardite etc.
Anemia perniciosa, infarto do miocárdio, panmieloptise etc.
Angiossarcoma, leucemia mielóide etc.
Linfatismo etc.
Linfogranulomatose etc.
Linfossarcoma, leucemia
da linfa etc.
Hidrocefalia
Coxartrose
Condrossarcoma
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Albuminúria, hidronefrose etc.
Cirrose renal, nefrose etc.
Carcinoma renal,
hipernefroma etc.
Fases pré-tumorais.
Tuberculose das membranas serosas.
Carcinoma das membranas serosas.
Fases pré-tumorais.
Esterilidade, impotência etc.
Carcinoma dos ovários,
testículos, útero etc.
Miosite ossificante.
Distrofia muscular progressiva.
Miossarcomas.
Princípio de condensação. Danos enzimáticos.
Tendência à agravação. Prognóstico duvidoso.

 

 

 
     

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