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CULTURA GERAL



AS ARTICULAÇÕES

As juntas, compostas pelo encontro de dois ossos, têm o ponto de junção recoberto pelo tecido da cartilagem, que, sendo resistente e escorregadio, suaviza o movimento deslizante entre os ossos.

Protegendo a cabeça dos ossos a cartilagem a impede de entrar em atrito, ao mesmo tempo em que absorve o choque oriundo de qualquer movimento de impacto. Por isso, os ossos, normalmente, não se lascam, rompem ou quebram.

As juntas são ainda encapsuladas por uma membrana – a membrana sinovial – que secreta um líquido conhecido como sinóvia ou líquido sinovial, que as lubrifica.

A estabilidade das juntas é mantida pelos ligamentos – pequenas tiras de tecidos conjuntivos fibrosos que ligam os lados opostos das juntas –, cuja firmeza e espessura variam de acordo com a necessidade de resistência daquela determinada junta.

O movimento das juntas é fruto das contrações musculares e dos tendões que se inserem nos ossos, um pouco além do ponto de ligação das juntas. Na verdade, é a contração dos músculos que movimenta os tendões que, por sua vez, produzem a dobradura ou estiramento das juntas.

As juntas têm diferentes configurações de acordo com o movimento a ser desempenhado. Cotovelos, dedos, joelhos, por exemplo, têm diferentes planos de rotação e movimentos laterais, enquanto os pulsos, constituídos por inúmeros ossos e pequenas juntas, são capazes de movimentos mais complexos.

A coluna vertebral, que se estende da base do crânio à pélvis, é composta por um conjunto de 33 vértebras ósseas também ligadas por uma série de tecidos conjuntivos. Suas principais funções são:

Sustentar a cabeça e o corpo.

Proteger o feixe de tecidos nervosos que liga o cérebro a todos os nervos do corpo.

A estrutura óssea das vértebras também é protegida pela cartilagem, sob a forma de discos intervertebrais, que as acolchoam. Por isso, o deslocamento desses discos deixa as vértebras desprotegidas e os nervos expostos.

As primeiras 24 vértebras se alinham numa cadeia colunar sustentada pelas nove últimas, que se encontram fundidas em dois grupos – o sacro e o cóccix.

O sacro, constituído pela fusão de cinco vértebras em forma triangular, sustenta a coluna vertebral e a conecta à pélvis.

O cóccix, formado pela fusão das quatro últimas vértebras, funciona como terminal do sistema nervoso central. Sem o reconhecimento dessa relação, poder-se-ia dizer que sua função é praticamente nula.

As sete primeiras vértebras descendo da base do crânio à raiz do pescoço são denominadas cervicais. As 12 seguintes, entre o pescoço e a região lombar, são as torácicas.

As vértebras torácicas, acrescidas de duas juntas laterais, sustentam as costelas e lhes dão a flexibilidade necessária para que se movimentem livremente com a respiração.

Entre o tórax e os quadris existem mais cinco vértebras, as lombares, que são as maiores e mais resistentes de todas. A elas estão ligados os fortes músculos das costas.

A Artrite

A nomenclatura artrite, que significa inflamação das juntas, engloba um grande número de doenças distintas, mas que têm como denominador comum a dor e a rigidez das juntas.

Qualquer tipo de dor, entretanto, nada mais é do que um sinal de alerta de uma disfunção. E os que têm o bom senso de assim reconhecê-la partem à procura da sua causa para que a raiz do problema possa ser erradicada.

Diferentes tipos de artrite promovem conseqüências diversas devido ao estreitamento, danificação ou degradação da cartilagem, como no caso da artrose e da artrite reumatóide – as duas formas mais comuns de artrite.

A perda óssea, a formação de cistos líquidos e de esporões sobre a cabeça dos ossos, assim como a deformidade e instabilidade das juntas, é comum aos quadros de inflamação das juntas.

Silenciar o sinal de alarme – a dor, por exemplo, com analgésicos – não apenas desvirtua o objetivo do verdadeiro processo de autocura como normalmente promove o agravamento do problema, alem de aumentar sua repercussão sistêmica, já que no organismo tudo é interligado.

Embora a causa da artrite ainda seja misteriosa à medicina ortodoxa, não há dúvida de que ela é fruto de alterações bioquímicas. Por isso, o primeiro passo deveria ser observar a alimentação do doente, já que as refeições ou lanchinhos normalmente precedem o aumento da rigidez, inchaço e/ou dor das juntas.

Como não existem exames clínicos para identificar os alimentos promotores do agravamento da artrite, que são aqueles de potencial acidificante ou aos quais se adquiriu “intolerância”, os naturopatas têm utilizado o sistema de exclusão de certos alimentos – à base de corantes, conservantes, trigo, milho, laticínios (creme, iogurte, leite, queijo) e os embutidos (salsichas, mortadela etc.) –, durante uma semana.

Se ao final desse período o paciente sentiu alguma melhora é porque entre eles se encontra o promotor de seus males. Para identificá-lo, portanto, é preciso que a cada dia apenas um volte a ser introduzido à dieta e que o paciente observe como seu organismo reage a ele, seja através da dor ou de qualquer tipo de mal-estar.
Uma vez que os alimentos aos quais se adquiriu intolerância são identificados pelo paciente, fica a critério do seu livre-arbítrio determinar se os problemas que eles acarretam ao organismo são negligenciáveis diante do prazer de comê-los.

As alterações bioquímicas também podem estar relacionadas à dificuldade de absorção dos nutrientes necessários à reparação e reposição de novos tecidos, seja por deficiência digestiva, deficiência dietética ou inibição da síntese desses nutrientes, como:

Acúmulo de elementos tóxicos e resíduos ácidos.

Baixa produção de hormônios.

Estresse físico, emocional e mental.

Meio ambiente interno extremamente ácido.

Quadros doentios.

O declínio da síntese de certos biocomponentes, como do colágeno, por exemplo, é suficiente para dificultar a restauração dos tecidos conjuntivos. No que diz respeito às cartilagens, a diminuição das reservas e da produção de sulfato de glucosamina, condroitina e MSM é ainda mais específica.

Ninguém desconhece também que as crises artríticas relacionam-se tanto às condições climáticas como aos períodos de estresse. Neste último caso, o repouso faz com que aos poucos os movimentos sejam recuperados, embora a reativação das juntas seja fundamental no combate a qualquer tipo de artrite.

Através da radiografia por raios X é possível detectar os danos causados aos ossos. Pela ressonância magnética pode-se confirmar o local da degeneração dos tecidos conjuntivos moles. E o exame de sangue é um dos meios de se diagnosticar a artrite reumatóide.

Artrose ou Osteoartrite

A osteoartrite, também conhecida como artrose, artrite hipertrófica, osteoartrose ou doença da degenerescência das juntas, é considerada a mais comum e antiga forma de artrite. Sua principal característica é o desgaste e esgarçamento da cartilagem, que tende a acarretar igual modificação e deterioração dos ossos.
Existem duas categorias de osteoartrite:

Primária que aparece sem causa aparente ou em decorrência da idade.

Secundária que resulta de alguma infecção, obesidade, fratura ou qualquer outro dano físico ou quadro artrítico, como os reumáticos.

A medicina ortodoxa até hoje procura um tratamento eficaz, pois os medicamentos só conseguem abrandar temporariamente os sintomas – inflamação, inchaço e dor – relativos à deterioração das cartilagens.

A osteoartrite – principal causa da desabilitação motora – pode atingir qualquer junta, embora as mais vulneráveis sejam os joelhos, quadris, coluna vertebral, pescoço, juntas dos dedos, base do dedão das mãos e dos pés.

Antigamente, a osteoartrite atingia apenas os mais idosos. Hoje, porém, é comum aos que ultrapassam os quarenta anos. Nos Estados Unidos, ela atinge 80% da população acima dos 50 anos.

A perfeita saúde e a integridade da cartilagem permitem movimentos livres e sem dor. Isso requer, no entanto, que suas moléculas sejam permanentemente restauradas/repostas, caso contrário as juntas ficarão desprotegidas e vulneráveis à desintegração e a rompimentos.

Além da degenerescência do organismo relativa ao avanço da idade, outras causas igualmente relacionadas ao desenvolvimento da osteoartrite podem ser:

A danificação dos nervos.

A fragilidade dos músculos, que deixa as juntas altamente vulneráveis, como fazem os músculos das coxas com os joelhos, por exemplo.

A obesidade, que impõe grandes esforços à coluna vertebral, joelhos, quadris e tornozelos, fazendo com que o processo da osteoartrite se inicie de oito a doze anos antes do aparecimento dos sintomas.

As lesões provocadas por acidentes ou esforço excessivo durante a prática de esportes ou de exercícios, atividades físicas no trabalho etc.

Os focos de inflamação que, por liberarem enzimas e promoverem a produção de radicais livres, aceleram a destruição das cartilagens e dos ossos.

Os problemas genéticos, que provocam o nascimento de crianças com a cartilagem defeituosa ou ossos mal encaixados – principal causa da osteoartrite nos jovens.

A ausência de uma ação efetiva para reverter o processo de degenerescência dos ossos e cartilagens fará com que as juntas se tornem parcial ou totalmente enrijecidas e, muitas vezes, deformadas.


O Processo de Desenvolvimento da Osteoartrite

A cartilagem que perde sua elasticidade é mais facilmente danificada. Com seu esgarçamento os movimentos provocam fricção na cabeça dos ossos, o que, por sua vez, promove a inflamação, o inchaço, a dor e, futuramente, a perda dos movimentos.

O prolongamento desse quadro faz as juntas perderem a forma original: a cabeça dos ossos engrossa devido ao aparecimento de esporões – osteófitos. Cistos líquidos também podem se formar sobre os ossos, e pedaços de ossos ou de cartilagem flutuarem por esse espaço, provocando focos inflamatórios.

A inflamação da membrana sinovial provoca um aumento na produção de citoquinas – proteínas pró-inflamatórias –, radicais livres e enzimas que danificam ainda mais as cartilagens.

O líquido sinovial, necessário à lubrificação das juntas, é constituído, essencialmente, pelo ácido hialurônico. Nos quadros de osteoartrite, entretanto, sua concentração é diluída e sua qualidade alterada – causa da redução de suas funções protetoras.

Inicialmente, os sintomas da osteoartrite são leves, pouco evidentes, mas têm como principais sinais de alerta:

A dor nas juntas que tenham sido submetidas a uma série de movimentos repetitivos de grandes esforços.

O enrijecimento e dor das juntas que tenham sido submetidas a longos períodos de inatividade – ao dormir, ficar sentado ou em pé etc.

Os estalos e rangidos das juntas ao se fazer determinados movimentos – sentar-se ou levantar-se, subir ou descer uma escada etc.

Nesse primeiro estágio, a inflamação pode ou não estar presente e a dor pode aparecer e desaparecer. A falta de exercício fará com que os músculos que se encontram em torno da área afetada enfraqueçam e, algumas vezes, até mesmo diminuam de tamanho.

A musculatura fraca, não conseguindo dar sustentação adequada às juntas, afeta a postura do corpo e contribui para o aumento da dor e da falta de coordenação dos movimentos e do andar.

Dependendo da área afetada, os sintomas da osteoartrite variam. E se não for tomada atitude alguma que reverta a situação, a tendência é de aumentar a sensibilidade, sensação de calor e vermelhidão local, cuja conseqüência é o agravamento da dor, do inchaço, do enrijecimento e da limitação dos movimentos.

A partir do momento em que a dor desaparece devido à ausência de metabolismo no local, o quadro torna-se praticamente irreversível, podendo deixar como seqüelas:

A imobilização parcial ou permanente das juntas.

A deformidade e a degenerescência que só a intervenção cirúrgica é capaz de parcialmente restaurar.

Artrite ou Espondilose Cervical

A artrite cervical afeta a parte superior da coluna vertebral em decorrência da degenerescência das vértebras do pescoço, devido à desintegração dos discos de cartilagem que as protegem. A compressão dos nervos da espinha dorsal faz com que estes se inflamem gerando intensa dor, não apenas na área do pescoço mas também se irradiando para o braço.

Todos os tipos de artrite, que geralmente começam entre 30 e 50 anos, são qualificados como processos naturais do envelhecimento. Por isso, caso medidas reversivas não sejam tomadas desde o início, o quadro se agravará com o avanço da idade. Embora a maioria dos que chega aos 50 anos apresente certo desgaste nessa região, nem todos desenvolverão uma artrite cervical, apesar de que qualquer traumatismo local – passado, presente ou futuro – aumente consideravelmente suas chances.

A artrite cervical, mais comum aos homens, produz sintomas semelhantes a duas condições que mais afetam as mulheres:

A artrite reumatóide problema sistêmico que afeta as membranas sinoviais.

A osteoporose que torna os ossos fracos e quebradiços.

Um dos problemas mais comuns da artrite cervical é a hérnia de disco – rompimento da cartilagem do disco intervertebral. Apesar de essa situação ser um quadro à parte, ela é comum a cerca de 10% das pessoas com artrite cervical.

O pressionamento das cordas da espinha dorsal ou da raiz de um nervo é suficiente para provocar dores alucinantes e fraqueza nas mãos e braços, perda de sensibilidade ou de senso espacial e uma série de incontinências.

Artrite Reumatóide

Artrite reumatóide é uma classificação que abrange cerca de duzentas modalidades de artrite, cuja principal característica é a inflamação da membrana sinovial, que reveste e lubrifica as juntas, provocando o aumento da produção de substâncias químicas que danificam as cartilagens, ossos e tecidos estruturais moles –tendões, ligamentos etc. e a própria membrana sinovial.

As mulheres, sobretudo entre 20 e 30 anos, são as mais vulneráveis. Mãos, pés e pulsos são as áreas inicialmente mais afetadas. Posteriormente, a coluna vertebral, cotovelo, joelhos, maxilar, ombros, quadris e tornozelos são também atingidos.

Outra característica da artrite reumatóide é a simetria – as juntas de ambos os lados do corpo são igualmente afetadas – e a possibilidade dos seus sintomas serem ou não constantes, pois eles podem mesmo desaparecer por muito tempo.

Além da hereditariedade e de certos tipos de focos infecciosos, alguns estudiosos já desconfiam de determinadas disfunções hormonais e da presença de alguns elementos químicos como fator causal, embora a única certeza é que se trata de uma doença sistêmica e auto-imune.

Seus sintomas não se limitam à deterioração das juntas em razão do ataque do sistema imunológico, podendo igualmente promover:

Fadiga. Febre baixa provocada por alguma inflamação nos olhos, coração, pulmões, pele ou nervos – seus focos mais comuns. Mudanças na coloração dos dedos das mãos e dos pés. Nódulo reumático – quisto nas juntas afetadas, mais comum na área do cotovelo. Perda de peso. Secura dos olhos e da boca.

Qualquer que seja a natureza da artrite, a não reversão do seu progresso terminará por impedir até mesmo a simples ação de se vestir, abrir uma torneira ou ir ao banheiro. A dependência de outrem para tais tarefas torna-se um fator de angústia e estresse muitas vezes maior do que a própria dor.

A artrite reumatóide ataca o corpo de uma só vez e tem como primeiro sintoma os inchaços. É uma doença crônica multissistêmica marcada pela deformidade das juntas, que pode aleijar, e contra a qual a medicina ortodoxa só propõe a ingestão de analgésicos e/ou antiinflamatórios, ou seja, a vicariação progressiva.

Artrite Lombar e Lombossacral

A artrite lombar atinge a parte inferior das costas e a artrite lombossacral, a região da pélvis. A perda da liberdade de movimentos nessas áreas torna o ato de sentar, levantar, abaixar, amarrar um sapato etc. extremamente difícil ou impossível.

Em razão da deficiência no processo de restauração tissular, as cartilagens desgastadas não mais conseguem preencher as funções que lhes cabem – proteger as vértebras uma das outras, promover sua flexibilidade, absorver o choque dos movimentos físicos etc.

A degeneração das cartilagens também pode estar relacionada à sua desidratação – fenômeno que geralmente tem início aos 20 anos –, que tanto pode alterar o posicionamento das vértebras como causar o rompimento dos discos intervertebrais.

Aqui também temos a fricção entre as vértebras desprotegidas como causa do crescimento de esporões nos ossos, da intensidade do fator de irritação/inflamação e da conseqüente aceleração da degeneração da coluna.

Além do aumento da idade, excesso de peso e vida sedentária, qualquer pessoa que tenha passado longos períodos levantando peso ou repetindo qualquer tipo de ação que imponha pressão constante sobre a parte inferior das costas, é candidata à artrite lombar ou lombossacral, embora estas possam ser igualmente iniciadas por um simples foco infeccioso.

Diferentemente dos homens, as mulheres na pós-menopausa têm maior tendência a manifestá-la, embora seu desenvolvimento seja um processo gradativo que leva à cronicidade, apesar da dor poder desaparecer esporadicamente.

Ao espalhar-se pela região pélvica, a dor acaba impondo mudanças na maneira de andar ou até mesmo alterações posturais. Com os joelhos, quadris e tornozelos passando a receber um outro tipo de pressão, cedo ou tarde eles também apresentarão problemas.

A artrite lombar muitas vezes coexiste com a hérnia de disco ou com a inflamação do nervo ciático. A estenose espinhal – estreitamento do canal da espinha – é comum a esses quadros.

A dor na região lombar associada à dormência, fraqueza, dor ou qualquer outro problema nas pernas geralmente sinaliza a compressão ou irritação de algum nervo, cujas raízes se encontram na coluna vertebral.

O uso de antiinflamatórios não-esteroidais é, portanto, a única solução apresentada pela medicina ortodoxa, que contra as crises agudas também recomenda a infiltração de corticóides diretamente nas juntas como única solução imediata.
Os relaxantes musculares, igualmente prescritos pela medicina ortodoxa, criam dependência. E o uso de analgésicos induz ao abuso dos movimentos, que podem acabar promovendo danos ainda maiores.

A pratica de exercícios especiais é fundamental ao fortalecimento da musculatura das costas e do abdome que, gradualmente, irão promover igual fortalecimento à região lombar, embora não erradiquem o problema.

Tratamentos Mais Utilizados Contra a Artrite


• Aplicação de Calor

A aplicação externa de qualquer elemento quente alivia a dor pela dilatação que provoca e desaloja as células mortas e resíduos ácidos estagnados nas juntas – causa da acidificação do meio ambiente/matrix extracelular e cronicidade do foco inflamatório.

A aplicação de compressas quentes não deve durar mais de 20 ou 30 minutos, pois podem provocar espasmos vasculares, nem mais de quatro vezes ao dia. Recomenda-se, igualmente, não utilizá-las na cama, antes de dormir, porque se pode adormecer.

Um simples banho de chuveiro quente, ao despertar, é uma ótima solução contra a dor e o enrijecimento matinal – o aquecimento dos músculos acelera a recuperação dos movimentos e facilita a prática dos exercícios matinais, que são fundamentais.

O processo terapêutico que utiliza compressas ou banhos quentes pode ser inten-sificado pela alternância de rápidas compressas ou banhos frios – o elemento frio desacelera a ação enzimática e, conseqüentemente, o metabolismo inflamatório, o que também promove a diminuição do inchaço e da dor. É necessário, porém, estabelecer uma seqüência, em torno de uma hora, cujo ritmo deve ser de 10 minutos de calor e 10 segundos de frio.

No caso do tratamento com emplastros de argila, enquanto o local deve ser tratado com um emplastro morno, o dinamismo é obtido pela aplicação concomitante de um outro frio sobre o ventre – a argiloterapia, a naturopatia etc., reconhece os intestinos como a área mais provável de enraizar os processos degenerativos.

Massagens com ungüentos à base de cânfora, eucalipto etc., que inicialmente promovem calor e posteriormente esfriam a área, também são bastante utilizados com a mesma finalidade.

O Aloe Heat Lotion é o ungüento da Forever Living à base de gel de Aloe vera acrescido dos óleos de eucalipto e gergelim, que produz essa alternância de temperatura não tanto ao nível da superfície da pele, mas nas suas camadas mais profundas. Paralelamente, o gel de Aloe vera atua como antiinflamatório, imunomodulador, pró-colágeno e pró-matriz extracelular, enquanto o óleo de gergelim intensifica a varredura do lixo ácido.

Cuidados Dietéticos

Mas sejam quais forem os meios empregados, certos cuidados dietéticos precisam ser tomados, pois é fundamental que o organismo:

Tenha elementos antioxidantes/alcalinizantes em quantidade suficiente para neutralizar os resíduos ácidos liberados e, em conseqüência, os radicais livres gerados.

Tenha à sua disposição todos os nutracêuticos e enzimas necessárias à síntese de novos tecidos conjuntivos, para que sejam imediatamente regenerados.

Esteja com um sistema imunológico capaz de eliminar, o mais rápido possível, os dejetos que entrarão em circulação, antes que se depositem em outro lugar, acidificando os fluidos extracelulares e promovendo um estresse oxidativo que passe a danificar outras células saudáveis e gerar outros focos inflamatórios.

A resposta que o suco do gel da Aloe vera junto com o concentrado de laranja, o MSM e os sulfatos de glucosamina e de coindroitina tem dado a esses três requisitos ultrapassa todos os resultados obtidos com os medicamentos farmacológicos de que a medicina ortodoxa dispõe, como igualmente dos suplementos nutricionais que os naturopatas, até então, também dispunham.

Cuidados semelhantes devem ser observados quando se praticam exercícios, ao receber uma massagem ou um tratamento de acupuntura, já que todos promovem o desalojamento dos resíduos ácidos e conseqüente difusão de radicais livres.

• Cirurgia

Para reverter um quadro inflamatório que esteja comprimindo os nervos e os tendões, a medicina ortodoxa propõe a cirurgia como a solução mais eficaz.
Com a remoção da membrana sinovial consegue-se apenas desacelerar a desabilitação da junta em processo de degeneração.

A substituição dos tendões que tenham sido rompidos faz com que o funciona-mento das juntas seja parcialmente restaurado. Cirurgicamente também é possível fundir as juntas deformadas ou instáveis. Esse tipo de contemporização do problema elimina qualquer possibilidade de recuperação da junta.

Com o avanço tecnológico, as juntas deterioradas também já podem ser substituídas por outras de plástico ou metal. Até mesmo um quadril pode ser substituído por completo.

Nos casos da artrite lombar ou lombossacral, as intervenções cirúrgicas são mais raras, embora a fusão de duas ou mais vértebras seja a solução proposta para promover a estabilização da região lombar. E a laminectomia é o procedimento cirúrgico utilizado para abrir um espaço interno na espinha dorsal.

Os esporões das superfícies dos ossos também podem ser cirurgicamente eliminados, assim como os discos rompidos que estejam pressionando algum nervo.
Qualquer intervenção cirúrgica na coluna vertebral, entretanto, é extremamente delicada. Por isso, seus riscos e benefícios devem ser cuidadosamente ponderados pelo cirurgião e pelo paciente, e os limites cirúrgicos claramente expostos.

Não é raro que esse tipo de intervenção cause problemas inesperados contra os quais serão necessárias outras operações. O sucesso de uma cirurgia não depende exclusivamente do procedimento operatório, mas principalmente do período pós-operatório.

Devem ser considerados como fatores de aumento de risco um histórico com álcool, tabaco, drogas recreativas ou farmacológicas – anti-hipertensivos, bloqueadores beta-adrenérgicos, corticosteróides, insulina, relaxantes musculares, sedativos, soníferos, tranqüilizantes etc.

• Descanso

Durante os períodos de crise aguda, o paciente deve prolongar ao máximo o sono da noite e tirar freqüentes cochilos durante o dia. Isso ajudará a minimizar o esforço imposto às juntas em decorrência de qualquer tipo de movimento e contrabalançar terapias que intensificam os movimentos.

• Exercícios, Massagens e Acupuntura

As atividades físicas são indispensáveis não apenas à manutenção da flexibilidade das juntas e fortificação da musculatura ao seu redor, mas sobretudo à liberação dos resíduos ácidos acumulados, já que as juntas não podem contar com o auxílio da corrente sangüínea para fazê-lo, pois esta jamais as alcança.

A acupuntura, embora não seja baseada em movimentos físicos, provoca a movimentação das energias estagnadas e reativa o metabolismo das juntas – liberação de toxinas e síntese de novas células, moléculas e tecidos.

Mas para que qualquer um desses esforços seja verdadeiramente positivo e não intensifique ainda mais a acidez e o estresse oxidativo dos tecidos conjuntivos com a liberação de toxinas, resíduos ácidos, células mortas etc., é fundamental que se dê atenção aos cuidados dietéticos anteriormente citados, entre os quais o Forever Freedom tem se destacado como importante alimento funcional.

• Terapias Alopáticas

A aspirina, embora seja o fármaco mais utilizado para combater a dor e a inflamação provocada pela osteoartrite, só tem ação sobre os primeiros estágios da doença. Com o aumento gradual das doses para fazer face ao progresso da doença, seus efeitos colaterais – afinamento do sangue, irritação do trato gastrintestinal, zumbidos no ouvido etc. – se intensificam.

Tão logo o potencial de ação da aspirina deixa de produzir os efeitos esperados, ela é substituída pelos antiinflamatórios não-esteroidais – Cataflan, Voltarem, Profenide ou outras substâncias ativas como fenoprofenos, ibuprofenos, intometacinas, meclofenamatos etc.

Os antiinflamatórios ingeridos em altas doses ou por períodos prolongados, não apenas expõem a saúde a outros riscos como aceleram o progresso da própria osteoartrite – acidifica ainda mais o organismo e inibem a restauração das cartilagens, pois impedem a síntese do colágeno – elemento essencial à formação dos tecidos conjuntivos e dos ossos. (1)

Apesar de os antiinflamatórios não-esteroidais serem mais conhecidos por agredir
o trato gastrintestinal, provocando problemas estomacais, úlceras gástricas, inflamações intestinais etc., hoje já se sabe que eles são igualmente propensos a provocar:

Anormalidades no ritmo cardíaco.

Baixos níveis de açúcar no sangue.

Danos ao fígado.

Disfunções renais.

Má digestão.

Tonteira.

Pessoas com problemas renais, gestantes ou lactantes jamais deveriam ingeri-los sem um rígido controle médico. Combiná-los com o álcool também pode ser perigoso.

Já os corticóides, fortíssimos imunossupressores e, portanto, causa de inúmeros processos auto-imunes e, até mesmo, da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), são também bastante utilizados, embora tendam a acelerar a osteoartrite, o reumatismo etc.

Mas são os antiinflamatórios que geram os maiores lucros à indústria farmacêutica – paliativos e geradores da vicariação progressiva, são o “pote de ouro atrás do arco-íris” das farmacêuticas.

• Perda de Peso

Apesar de o aumento do peso corpóreo impor um esforço extra à coluna vertebral, quadris, joelhos e tornozelos, a principal causa da deterioração das cartilagens, ossos e outros tecidos conjuntivos, é, sem dúvida, o alto grau de acidez dos fluidos extracelulares – um quadro igualmente comum aos organismos com excesso de massa corpórea.

• Proteção das Juntas

A proteção das juntas com algum tipo de bandagens é uma das formas mais antigas de prevenir distensão/luxação que provoquem processos inflamatórios, cujo resultado será a aceleração da degradação das cartilagens, ossos e outros tecidos conjuntivos.

Do livro Saúde & Beleza Forever, de Mônica Lacombe Camargo
- Edição Esgotada -

REFERÊNCIAS

(1) Newman M.N., Ling R.S.M. Acetabular bone destruction related to non-steroidal anti-inflamatory drugs. Lancet.II: 1985, 11.
Brooks et al. NSAID and osteoarthritis, help or hindrance. Journal of Rheumatology (9), 1982, 3-5.

 
     

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