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CULTURA GERAL



ÁCIDO & ALCALINO

Parte II

Patologias e Disfunções Ácidas

As origens das patologias e dos desequilíbrios abaixo relacionadas podem ser múltiplas, porém todos apresentam como denominador comum um alto grau de acidez.

Acne
Alergia
Artrite
Asma cardíaca
Bronquite crônica
Cãibra
Cáries
Diabetes
Disfunções hepato-vesiculares
Disfunções renais e urinárias
Dores musculares
Eczemas secos
Enxaquecas
Espasmos
Estado de espírito agitado
Exaustão
Fadiga matinal
Fibromialgia
Fome excessiva
Fraqueza
Gases
Gases
Gastrite
Gengivite
Gota
Hiperglicemia diabética
Hipertireoidismo
Infecções em geral
Infertilidade
Inflamação péptica
Leucemia
Leucorréia
Língua carregada de mucos
(principalmente na parte posterior)
Lombalgia
Mãos úmidas e frias
Mau hálito
Mau humor
Osteoporose
Paradontose
Pele grossa
(principalmente no rosto)
Perturbação do apetite
Perturbação do sono
(principalmente entre
1 e 3 horas da manhã)

Prisão de Ventre
Problemas articulares
Problemas cardiovasculares
Problemas da menopausa
Problemas de concentração
Problemas de gravidez
Problemas de memória
Problemas de microcirculação
(hipotenia)
Problemas nos músculos,
tendões e ligamentos
Queda de cabelos
Raiva
Reumatismo
Sensação de estômago cheio
Síndrome do pânico
Suores excessivos
Tensão pré-menstrual
Tensões musculares
Transpiração nos pés
Úlceras gástricas e duodenais.

 

Patologias e Disfunções Alcalinas

Tirando os casos de envenenamento ou de efeitos colaterais gerados por um receituário ou auto-medicação irresponsáveis, doenças relacionadas a um excesso de resíduos alcalinos são praticamente desconhecidas do homem moderno.

Entretanto, não posso me abster de repassar aqui duas informações um tanto polêmicas ao raciocínio até agora desenvolvido, isto é, de que a causa principal dos grandes males que hoje assolam o Ser moderno é a acidificação generalizada do organismo. Pois bem, segundo os estudos do prêmio Nobel, Dr.Otto Warburg, as células cancerosas, por serem do tipo fermentativo, não conseguem sobreviver em meio ácido com tanta facilidade, isto é, a acidez do sangue dificulta a utilização do açúcar de que essas células necessitam para viver.

Corroborando com esse enfoque, encontrei as observações do Dr. Pierre Grobon que constatou a quase total ausência de cancerosos entre os diabéticos crônicos sem tratamento. Outra realidade relativamente comum aos pacientes com câncer é a ausência da febre que, como vimos, é uma reação característica do estado de super acidez orgânica.

Mesmo não sendo uma expert no assunto, levanto aqui a possibilidade de essa aparente ausência de acidez ser resultante do absurdo consumo de sódio (mineral alcalino), que hoje responde pela quase totalidade do sal refinado, mascarando a situação. Outra possibilidade é seguir o raciocínio em que se baseia a medicina chinesa: a energia, quando chega ao extremo, transforma-se no seu oposto.

Entretanto, reafirmo que meu objetivo aqui é simplesmente repassar essas informações a que tive acesso. (Se alguém tiver o que acrescentar, peço que se comunique para que possamos enriquecer esses dados em uma próxima edição.)

Dentro da fenomenologia da Aloe vera, encontra-se ser ela grande portadora de propriedades tanto yin como yang, isto é, ela tanto tem o potencial de inibir como estimular, por isso ser capaz de prestar grandes auxílios tanto para patologias ácidas quanto alcalinas.

Há também a possibilidade de que parte do seu potencial encontra-se na sua riqueza em moléculas de água estruturada (água viva!), com informações de uma matriz codificada a níveis bioelétricos, básicos à nutrição da memória do DNA, agindo simplesmente como um neutralizador e harmonizador dos desequilíbrio metabólicos e reestruturador da memória e do potencial dos mecanismos de autocura inerentes a todos os Seres vivos.

Alimentos Acidificantes

Os alimentos acidificantes são aqueles que, por produzirem fortes ácidos, vão sempre se utilizar das reservas alcalinas do organismo, sobretudo na ausência de enzimas próprias ao metabolismo do alimento, ou de reservas alcalinas oriundas de outros alimentos e/ou suplementos alcalinizantes.

Apesar dos alimentos protéicos serem os primeiros a serem apontados como poderosos acidificantes, com exceção do painço, trigo sarraceno ou mourisco, amaranto, quinoa e dos grãos germinados, a maioria dos cereais, integrais ou não, também acidificam o organismo.

Generalizando, os protéicos nutrem a forma, enquanto os carboidratos complexos sob a forma dos cereais (cuja forma ainda não tenha sido desintegrada até a hora do seu preparo) e as sementes nutrem o sistema nervoso e a memória genética. Portanto, a questão que se impõe não é a de abandoná-los, mas de aprender a manipulá-los e escolhê-los segundo a compatibilidade - constituição, condição, atividade, localização geográfica, estação do ano etc. – de cada Ser, assim como de neutralizar essa acidez com frutas e vegetais, levando igualmente em consideração tudo que acaba de ser citado.

A acidez das leguminosas e cereais, por exemplo, é amenizada quando são deixados de molho em água a fermentar. No caso particular do arroz e trigo integrais é fundamental que a enzima fitase tenha tempo de ser induzida à ação e metabolize o ácido fítico, que se concentra na película externa, e é um dos maiores ladrões dos minerais alcalinos cálcio, zinco, ferro e magnésio.

A acidez das leguminosas pode ser ainda neutralizada pela adição da algas. A acidez das oleaginosas pode ser neutralizada pela presença do sal marinho, não somente rico em sódio, mas em quase todo o espectro mineral. (O poder alcalinizante do sal é de tal ordem que todo o produto animal necessita dele, não somente pelo sabor mas para equilibrá-lo eletroliticamente.

A influência do meio ambiente não deve ser negligenciada, porque assim como os climas quentes e secos induzem a uma acidificação orgânica, os climas frios e úmidos alcalinizam. Essa é uma das razões mais importantes para que comamos as frutas e os vegetais da estação e adaptemos o modo de cozimento também à fenomenologia não só da estação como também do dia: frio ou quente; úmido ou seco; com muito vento ou sem brisa alguma etc.

Nos climas quentes e secos, por exemplo, o organismo tende naturalmente a acidificar-se. Por isso, a predominância de alimentos alcalinos - mais aquosos, refrescantes e de digestão mais leve e rápida - colabora com a manutenção do equilíbrio homeostático do organismo. Assim, quem vive em zonas extremamente quentes e áridas, como o deserto, necessita uns 95% de alimentos alcalinizantes e mais aquosos.

Os climas frios e úmidos induzem à alcalinização natural do organismo. Assim, os alimentos mais ácidos, mais secos e digestão mais lenta (como as oleaginosas, as sementes e as carnes) são os que melhor promoverão o seu aquecimento e o seu equilíbrio hídrico. Por isso, para os esquimós, a alimentação à base de carne de peixe gordurosa realmente é a dieta ideal.

O que não se pode nunca esquecer é que veneno é uma simples questão de quantidade e de incompatibilidade com o meio ambiente ou com a capacidade metabólica de cada individuo. Por isso, quando o meio ambiente se apresenta com muita turbulência, como no caso de ventanias, muita chuva, trovões etc., deve-se comer o menos possível, para que a energia necessária ao reequilíbrio homeostático não seja desviada para o processo da digestão, do contrário nenhum dos dois objetivos será satisfatoriamente alcançado.

(Tem sido interessante verificar que os dias em que minha memória e funções cognitivas parecem fracas estão coincidindo com os dias em que a NASA noticia que as explosões solares estão mais ativas. Entretanto, ao diminuir a quantidade dos alimentos ingeridos, sinto que minhas funções mentais tornam-se menos vulneráveis a oscilações.)

Os laticínios obtidos com cuidados biológicos, e não pasteurizados, produzem cetonas e uréia, ácidos com fraco poder de acidificação. Esses mesmos laticínios, quando submetidos a um processo de lacto-fermentação natural (iogurte, coalhada...) tornam-se alcalinizantes.

Já laticínios produzidos por uma agropecuária que se utiliza de produtos químicos, ou que tenham sofrido pasteurização (eliminação das enzimas responsáveis pelo seu processo de decomposição natural), são altamente acidificantes e, portanto, poderosos promotores da osteoporose, das cáries, da artrite e de todas as mazelas que o acúmulo de lixo ácido no organismo é capaz de promover. Isso porque a pasteurização, além de destruir as enzimas, também destrói a vitamina C e a biovitalidade do alimento. Além do mais, modificando a estrutura das moléculas protéicas, a pasteurização torna esses alimentos totalmente indigestos.

Como resultado do metabolismo das proteínas animais, encontramos, entre outros, o ácido fosfórico, o ácido sulfúrico e as purinas, substâncias com grande poder de acidificação e que dependem dos rins para serem eliminadas.

Alimentos ricos em alcalóides, como café, chá e chocolate, também são ricos em purinas e, portanto, acidificantes. Diferentemente dos humanos, os animais carnívoros têm, por natureza, a enzima úrica que os protege da sobrecarga do ácido úrico, causa de tantos reumatismos gotosos, das litíases renais etc.

De modo semelhante ao açúcar, são igualmente acidificantes todas as gorduras e óleos: hidrogenados (cuidado com as margarinas ou qualquer outra gordura hidro-genada hoje embutida em todos os alimentos derivados da indústria alimentícia), refinados, sintéticos, todos os ‘trans’ e tudo que seja oposto aos óleos vegetais extra-virgens, resultantes da primeira extração a frio.

São também acidificantes todos os alimentos velhos ou que:

Não concluíram o ciclo de maturação no próprio pé.

Foram gerados por sementes manipuladas ou transgênicas.

Oriundos de uma agricultura não biológica.

Tenham tido suas moléculas estouradas pelo congelamento.

Tenham sido desnaturados, artificialmente ‘enriquecidos’, submetidos a irradiação, expostos a campos eletromagnéticos etc. - em graus diferenciados.

Alimentos Alcalinizantes

Para que um alimento seja considerado alcalinizante ele tem que ter uma boa quantidade de sais minerais e oligo-elementos alcalinos, e gerar ácidos orgânicos fracos.

Nossa fonte mais rica em sais minerais e oligo-elementos é o oceano. No final do século passado, ao mesmo tempo em que Pasteur descobria como matar os micro-organismos patogênicos, René Quinton descobria que os nossos líquidos corpóreos, apesar de bastante mais diluídos, nada mais são do que uma réplica das águas oceânicas de biocenose e que enquanto assim se mantiverem não há biótico patogênico que neles consiga sobreviver ou célula que não consiga se manter permanentemente jovem e vitalizada, como foi o caso da célula do embrião de galinha, mantida viva por 28 anos.

Um dos mistérios que ainda não consegui penetrar é por que a ciência da saúde do Ser moderno está muito mais vinculada à metodologia belicosa desenvolvida por Pasteur, extremamente invasiva (que provoca efeitos colaterais que nada mais são que rebelião do organismo contra a sua presença), enquanto a abordagem pacifista tão reforçada pelas descobertas de Quinton, e não menos eficiente, ficou confinada, sobretudo à região central do continente europeu, com poucos profissionais da saúde dedicando-se à “medicina dos terrenos”.

Só os alimentos que vêm do mar têm condição de aportar toda a gama de sais minerais necessários à manutenção da saúde dos nossos líquidos intra e extracelular, cuja importância já foi descrita. Assim, tanto o sal marinho natural (não confundir com o sal refinado, que não passa de puro cloreto de sódio iodado, uma aberração alcalina) como os sais de rocha (sedimentos marinhos), as algas marinhas e o plasma marinho, cuidadosamente extraído das águas ressurgentes nos vórtices dos oceânicos (igualmente rico em zooplânctons e fitoplânctons, além de micro cadeias de carbono que os estudiosos dizem ter o poder de ativar a memória do nosso DNA), são os alimento mais completos em elementos alcalinos.

Permitindo-me completar o assunto, é importante que se saiba que a superioridade que as algas e o plasma marinho apresentam sobre as outras fontes de minerais concentrados é que nos primeiros eles se encontram integrados a um contexto orgânico, assim como nos sucos das frutas, dos vegetais e da Aloe vera!, o seja, prontos a serem assimilados pelo organismo.

No outro extremos encontramos os minerais isolados, sob a forma inorgânica natural ou fruto da manipulação laborato-rial, ou seja, de biodisponibilidade bastante inferior ou nula, o que requer um grande esforço do organismo para inserí-los ao contexto biológico ou eliminá-los.

Se formos generalizar, as frutas, as verduras e os legumes seriam todos alimentos alcalinizantes cujas duas maiores riquezas são: sais minerais já ionizados e moléculas vivas de água – na medida que sejam mantenham na sua forma original até a hora de serem preparados para consumo, já que sua carga elétrica de suas moléculas depende do campo eletromagnético no qual se encontra inserido e este depende da forma do alimento como campo gravitacional!

A pesquisa sobre os alimentos ácidos e alcalinos nos leva a listagens discordantes em vários aspectos. O gel da Aloe vera barbadensis Miller, entretanto, faz parte dos unanimemente considerados como um dos mais alcalinizantes. Semelhante ao limão, apesar do sabor ácido, depois de metabolizados, deixem uma grande reserva alcalina no organismo.

Conclusão

O desenvolvimento da consciência e da “auto-gestão” do equilíbrio ácido-básico é
a solução para inúmeros problemas de saúde. Mascarar sintomas com a ingestão de remédios que, como diz seu nome, são feitos para remediar situações, reflete o grau de consciência em que o mundo moderno encontra-se submergido.

A saúde do corpo, como já era de bom senso desde os tempos de Hipócrates, depende da higiene alimentar, pois é nos intestinos que a grande maioria das doenças florescem. Entretanto, devido à baixa qualidade dos alimentos atuais e à vida muito estressante (leia-se acidificante) que todos levamos, uma alimentação com a maior percentagem sendo composta de frutas e verduras da mais alta qualidade e a suplementação com alimentso funcionais bio-fito-minerálicos com grande potencial alcalinizante, não pode mais ser negligenciada nem classificada como supérflua, sobretudo quando sabemos que a acidificação do organismo extrapola a saúde física e atingem as esferas do bem-estar emocional e da sanidade mental.

A consciência do impacto que a higiene alimentar exerce sobre o metabolismo ácido-basico do corpo físico, e de seu reflexo sobre as reações emocionais, também serve de grande ajuda para a diminuição dos remédios que criam dejetos ácidos no organismo. Os consumidores de analgésicos e antiinflamatórios não podem mais ignorar as conseqüências que esses medicamentos têm sobre o seu estado de consciência.

No caso de doentes terminais, esses medicamentos repercutem não só no relacio-namento com os que os cercam, mas, sobretudo, no que se refere à consciência de sua própria existência. (Cabe aos acompanhantes de um doente terminal zelar pela sua lucidez e a serenidade espiritual tanto nos seus últimos dias como, e princi-palmente, no momento de deixam esse mundo, isto é, o momento da sua grande passagem.)



Texto de Mônica Lacombe Camargo
Difusão
Auto-Ecologia

 

 


 
     

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