Quando
optamos pela preservação, prevenção
e revitalização da saúde física, equilíbrio
emocional e potência mental com o objetivo de usufruirmos
o máximo da nossa condição humana, é
fundamental que nos conscientizemos de que, por mais impossível
que possa parecer, tudo isso depende, diretamente, da qualidade
de vida de nossas células a qual, por sua vez, reflete
a diferença do potencial de hidrogênio (pH) entre
os líquidos intra e extra celulares.
Classifica-se
como alcalina qualquer substância composta por moléculas
que tenham excesso de elétrons (em relação
aos prótons), ou qualquer movimento físico, atitude
mental e emoção/sentimento cujo resultado metabólico
disponibilize um superávit de elétrons, armazenados
no organismo como resíduos alcalinos.
Ácidos
são todos os compostos com excesso de prótons, ou
ainda qualquer coisa absorvida ou vivenciada que traga um excedente
de carga elétrica positiva (sempre carente de estabilidade)
para o organismo. Por exemplo, a origem das reações
oxidantes promovidas pelos radicais livres, que resultam na proliferação
de resíduos ácidos.
pH
é a abreviação de potencial de hidrogênio,
fator que identifica a carga elétrica de qualquer substância
numa escala que varia de 0 a 14. O zero registra o máximo
de carga iônica positiva, isto é, de acidez.. O 14
é a contagem máxima de carga iônica negativa,
isto é, de alcalinidade. O 7 marca a neutralidade.
Enquanto
o pH da saliva ou da urina saudável é ligeiramente
ácido (6,4), o sangue,
o suor, as lágrimas, os líquidos cefaloraquidiano
e peritoneal, as linfas e os humores aquosos do corpo humano estão
saudáveis quando ligeiramente alcalinos, podendo o seu
pH variar na faixa de 7,36 a 7,42.
Dentre
todos os líquidos do corpo, o sangue, pelas suas funções
de mediador, solvente, provedor e agente de ligação
entre os órgãos e tecidos, é o mais importante.
Qualquer variação brusca no pH sangüíneo
compromete não só o estado de consciência
do Ser como a própria vida. Se o sangue desce a um pH de
6,95, entra-se em estado de coma, e a partir do pH 7,7 tornamo-nos
extremamente irritados, espasmódicos e propensos à
tetania e convulsões.
A
qualidade de vida de uma célula está diretamente
relacionada à diferença de potencial entre os líquidos
intra e extracelulares. É essa diferença que faz
com que a célula pulse, viva! O líquido interno
precisa conservar uma carga ligeiramente positiva, isto é,
com o pH ácido. O líquido extracelular, no qual
a célula está mergulhada, por outro lado, tem que
ser mantido negativamente polarizado, isto é, com o pH
ligeiramente alcalino.
Qualquer
diminuição na diferença entre as cargas bioelétricas
desses dois líquidos refletir-se-á na desaceleração
da pulsação celular. E células desvitalizadas
são sinônimo de células envelhecidas. O mecanismo
mais comum para que isso ocorra
é a acidificação dos líquidos extracelulares,
que variam rapidamente de acordo com o que acabamos de ingerir.
Açúcar e farinha branca, frituras em óleos
ranços, alimentos aditivados pelo progresso
industrial, bebidas gasosas etc., enfim, tudo aquilo que já
conhecemos como alimentos de natureza bioestática e biocida,
são
os grandes protagonistas desse quadro onde as células mortas,
igualmente acidificantes, só tendem a acelerar ainda mais
o processo do envelhecimento. Pelo tempo que esse ciclo vicioso
estiver em vigor, o organismo manter-se-á sob padrões
de degenerescência orgânica.
A
prova da possibilidade dessa realidade nos foi transmitida pelo
resultado da observação do fisiologista francês
Dr. Alexis Carrel, que conseguiu manter com vida, por 28 anos
(!), uma cultura de células cardíacas de um embrião
de galinha.
E como? Conservando-as banhadas em um fluido ligeiramente alcalino.
Conclui-se,
pois, que se a eterna juventude celular depende basicamente
da adequada alcalinização dos líquidos ao
seu redor, qualquer atitude mental, alimento ou o que quer que
seja que gere resíduos ácidos ou radicais livres
tem que ser reconhecido e tratado como o verdadeiro vilão,
que é, do envelhecimento.
Os
minerais são os mais potentes ionizadores dos nossos líquidos
corpóreos, onde funcionam como marca-passos para a manutenção
da pulsação celular.
Cálcio,
zinco, ferro, magnésio, sódio, potássio e
manganês são fortes alcalinizantes e atuam como elementos
energizantes e neutralizadores, com uma boa carga negativa pronta
a ser liberada.
Fósforo,
súlfur (enxofre), cloro, iodo, bromo, flúor, cobre
e sílica são poderosos acidificantes, com excesso
de íons positivos indispensáveis à otimização
dos líquidos da saliva bucal, do ácido clorídrico
estomacal, do ácido docosahexaenóico (DHA) cerebral
etc., assim como para o perfeito desempenho das funções
dos líquidos intra-celulares.
Semelhantes
aos minerais, as emoções, os sentimentos, a agilização
ou quietude mental ou física, também têm potencial
para alcalinizar ou acidificar partes do organismo em questão
de frações de segundos.
Os
problemas aparecem quando entramos na ciranda da simpaticotonia,
que sempre funciona nos dois sentidos, do estresse tendendo a
acidificar o sangue, e da acidificação do sangue
gerando o estresse. As glândulas, hipersensíveis
às variações do pH, estão sempre espelhando
as variações iônicas por meio da liberação
de hormônios que, por sua vez, condicionam o humor, as emoções,
os sentimentos etc. que dão o tom à vida, voltando
a interagir com o próprio campo eletromagnético
que os gerou.
Um
organismo acidificado tende a manifestar sentimentos, emoções
e reações ácidas. O estresse,
a raiva, a inveja, a ansiedade, o ciúme, os julgamentos,
os exercícios extenuantes, as competições,
o calor, a secura etc. também induzem à acidificação
do organismo em questão de segundos. Do mesmo modo, é
comum ao organismo devidamente alcalinizado compartilhar freqüências,
sentimentos e emoções prazerosos, enquanto que um
estado meditativo ou de oração, a vivência
do amor, do bem, do belo, da verdade, do prazer, da compaixão,
do yoga, do frio, da umidade etc. são alimentos
de grande potencial alcalinizante.
O
ácido clorídrico (HCl) é o único ácido
forte produzido pelo próprio organismo em condições
normais. Protagonista número um do início de um
da boa digestão, é por meio da sua propriedade extremamente
corrosiva que o bolo alimentar recebe o seu último cozimento,
no qual qualquer microorganismo é extinto e qualquer incompatibilidade
alimentar é equalizada. Se ele falhar, todo o processo
digestivo fica comprometido. Apesar de se dizer que a partir dos
25 anos o ácido clorídrico começa a enfraquecer,
sua deficiência já está sendo detectada em
inúmeros indivíduos mais jovens, muito provavelmente
em decorrência da qualidade da alimentação
moderna. Todos os outros ácidos encontrados no organismo
são frutos do metabolismo do que ingerimos (alimentos,
fumo, drogas, medicamentos etc.), do estresse (muscular, emocional,
mental etc.) ou ainda da energia que nos é transmitida
do meio ambiente (zonas geopáticas, radiação,
poluição etc.).
| Sintomas
de Deficiência do Ácido Clorídrico |
Asma
e edemas, provocados pelo excesso de produção e
acúmulo de mucos ácidos.
Deficiência
da vitamina B12, responsável por anemia, paralisia muscular,
fraqueza, desordens mentais e neurológicas, depressão,
irritabilidade, tontura, palidez etc.
Deficiência de ácido fólico, que pode afetar
a qualidade das unhas e cabelos, pro-vocar insônias, debilitar
a memória, como também engendrar senilidade, irritabi-lidade,
depressão, insensibilidade ou a sensação
de agulhadas nas mãos e nos pés.
Deficiência
de cloro, um dos componentes do ácido clorídrico
(HCl), que pode causar uma excessiva produção de
pus e se manifestar como furúnculos, abcessos...
Deficiência de potássio, indispensável aos
sistemas cardiovascular e nervoso.
Desequilíbrio dos minerais alcalinos: sódio, cálcio,
magnésio etc.
Disfunção das glândulas endócrinas.
Dores
musculares, e conseqüentemente problemas de coluna, devido
à impossi-bilidade de oxidar o ácido láctico
retido nos tecidos.
Epilepsia
ou outras doenças cerebrais.
Flacidez muscular, provavelmente devido
à má assimilação de oito aminoácidos
essenciais.
Infestação de fungos, parasitas, vermes e vários
microorganismos via alimentação;
Problemas pancreáticos e hepáticos.
Problemas
renais devido ao excesso de lixo ácido.
|
Saúde
x Ausência de Saúde
|
Um
corpo saudável é (entre outras coisas) aquele cujos
órgãos de eliminação conse-guem retirar
do organismo tanto a parte inaproveitável dos alimentos
como os nutrientes que naquele momento lhe são desnecessárias
e todo o lixo ácido resul-tante do metabolismo alimentar
e orgânico.
Enquanto
os mecanismos de eliminação estiverem saudáveis
e a sobrecarga meta-bólica não for uma constante,
sempre será fácil corrigir excessos eventuais.
Os
problemas começam a aparecer quando passamos a acumular,
de forma ininter-rupta, uma quantidade de lixo maior do que conseguimos
eliminar. Esse é o padrão para irmos progressivamente
afastando-nos do equilíbrio ácido-alcalino que mantém
a saúde celular.
Para
que o pH do sangue seja mantido dentro dos seus limites sanos,
contamos com inúmeros sistemas de proteção
conhecidos como sistemas tampão - mecanismo pelo qual o
organismo consegue absorver ou neutralizar os resíduos
ácidos que a corrente sangüínea não
tem mais condição de acumular, e que os pulmões
ou os rins, por incapacidade ou sobrecarga, encontram-se sem condições
de eliminar.
Quando
utilizamos os tecidos conjuntivos como esponjas metabólicas,
o lixo ácido é acumulado ao nível do colágeno.
E se esse padrão não for interrompido, a estrutura
coloidal dos tecidos tende a se transformar num gel cada vez mais
espesso, que acaba se solidificando e provocando deformações
estruturais.
Para
neutralizar uma acidez do pH sangüíneo, o organismo
tende a utilizar-se do fosfato de cálcio sob a forma mineral
da hidroxiapatite, poderoso alcalinizante que estocamos em abundância
nos ossos. Este, quando em meio ácido, se dissolve rapidamente
e deságua na corrente sangüínea até
que o pH do sangue volte ao normal. Assim, em detrimento da densidade
óssea, a possibilidade de um colapso metabólico
é neutralizada.
Pelo
que acaba de ser exposto, e pelo que ainda virá a ser dito,
urge que seja ampla-mente divulgada, como um serviço educacional
de saúde pública, a informação de
que a acidez da corrente sangüínea com todas as suas
conseqüências patológicas não é
castigo de Deus nem tampouco um jogo de sorte ou azar. Ela é
simplesmente o reflexo da qualidade dos alimentos ingeridos, da
inter-relação do organismo com
o meio ambiente que freqüenta e das atitudes mentais geradas
pelo Ser.
|
A
Acidificação do Organismo
|
Rins
e pulmões são os mais importantes portais de eliminação
do lixo ácido. Os ácidos voláteis ou fracos,
oriundos do metabolismo das proteínas de origem vegetal,
são mais fáceis de serem normalmente eliminados
pelos pulmões. Entretanto, a eliminação dos
ácidos fortes, derivados do metabolismo das proteínas
animais e elementos químicos, é restringida pelas
limitações dos rins.
Desde
que os ácidos sejam passíveis de ser naturalmente
eliminados, a boa saúde do organismo não está
ameaçada. Mas, se começamos a somar a ausência
de vitaminas e sais minerais, dos quais depende a eficácia
das enzimas digestivas e do ácido clorídrico, ao
excesso de consumo de proteínas, logo começaremos
a viver nos limites do perigo. E se a esse quadro adicionarmos
uma corrente sangüínea constantemente sobrecarregada
de resíduos ácidos, e mais rins e pulmões
inadim-plentes, aí sim, passamos a conviver com processos
de degenerescência gritantes.
No
caso de um excesso de proteínas animais vir a acionar o
sistema tampão dos tecidos conjuntivos, os resíduos
ácidos resultantes do seu metabolismo irão se fixar
ao nível do colágeno, proteína responsável
pela sustentação, respiração, nutrição
e hidratação de todas as células e tecidos
do corpo. E aí aguardarão até que a corrente
sangüínea volte a se alcalinizar, ao trocar seu processo
acidificação diurna, resul-tante dos mecanismos
de assimilação e estocagem, pelo de eliminação
e revita-lização noturna, para alcançarem
os rins e serem eliminados.
Como diz o ditado popular: devemos comer como reis pela manhã
e como príncipes ao meio dia, mas que comamos como pobres
à noite. O preceito de abstermo-nos de alimento nas três
últimas horas que precedem o sono é um denominador
comum à maioria dos inúmeros códigos de higiene
alimentar. A sabedoria por trás de ambas as lógicas
é que um aparelho digestivo em repouso, pelo menos à
noite, garante a alcalinização do sangue e, conseqüentemente,
a possibilidade de varredura e eliminação do lixo
ácido estocado nos tecidos conjuntivos ao longo do dia.
Sempre
que livre de resíduos ácido, a estrutura coloidal
dos tecidos retorna ao seu estado natural. Entretanto, para que
os ácidos depositados nos tecidos conjuntivos sejam liberados,
o processo metabólico natural é a hidrólise
do tipo inflamatória, acionada pela atividade enzimática,
na qual destaca-se a ação da hialuronidase.
Cabe
aqui uma ode à riqueza de nutrientes no gel da Aloe vera
barbadensis Miller que, sob a forma de suco e ungüentos,
induz o organismo a acelerar o processo de liberação
dos resíduos ácidos e a revitalizar os tecidos conjuntivos
da forma mais natural, rápida e eficiente possível.
Outros
processos terapêuticos naturais mais adequados aos períodos
de crise são
o repouso e o jejum, sobretudo de alimentos sólidos, acompanhados
de muitos líquidos orgânicos, bioativos e ricos em
elementos alcalinos, como a infusão de ervas ou o suco
da maioria das frutas e vegetais. organicamente corretos,
perfeitamente maturados, crus ou levemente cozidos, ou de um caldo
de verduras levemente cozidas, conforme o caso.
Subseqüentemente,
o protagonista da epopéia deve concentrar-se na eliminação
da causa de seus males com a adoção de uma higiene
alimentar que, se compatível com sua individualidade, porá
fim ao ciclo que tanto já o deve ter feito sofrer. E nesse
quadro, a higienização matinal do tubo gastrintestinal
recebendo como primeiro alimento matinal uma dose de suco do gel
de Aloe vera, como já disse, dentro em breve será
tão arraigada ao costume do Ser contemporâneo como
hoje já praticamos escovar os dentes.
A
acidez tecidual, estimulando e irritando o sistema simpático,
faz com que a secreção de adrenalina predomine sobre
a secreção de cortisona, ou seja, induz a um estado
permanente de alerta e de estresse que, por sua vez, tende a aumentar
os processos dolorosos ainda mais. A cronicidade desse tipo de
patologia faz com que, progressivamente, as supra-renais se esgotem
e a secreção de cortisona enfraqueça.
O
acúmulo de resíduos ácidos não acontece
somente ao nível das articulações, mas também
nos tecidos dos músculos, dos órgãos, das
glândulas etc., onde produzem disfunções em
pequena ou grande escala. Nas articulações, podem
se manifestar como artrite. Na musculatura, desenvolvem as miofibroses,
comumente chamadas de dores musculares. Nos órgãos
e nas glândulas, a gama de patologias é bastante
diversificada.
Como
no caso das inflamações articulares acima citado,
os cuidados higienistas e terapêuticos devem ser os mesmos.
Entretanto, aqui também, a utilização do
gel da Aloe vera barbadensis Miller, sob a forma de suco e de
ungüento, merece destaque.
Reumatismo etc.
A
origem da maioria dos sintomas reumáticos é metabólica
e está diretamente ligada à alimentação.
Refeições com excesso de carnes, molhos, alimentos
desna-turados, sintetizados, congelados, velhos, contaminados
com fungos ou pesticidas, etc., isto é, de natureza bioestática
e biocida, são capazes de rapidamente desen-cadear crises
de acidez aguda.
É o excesso dos ácidos produzidos a partir desses
alimentos consumidos regular-mente que, depositados nas articulações,
vai se solidificando e provocando a deformação do
local. As dores lombares e a dificuldade dos primeiros movimentos
pela manhã também podem ter origens semelhantes.
É verdade que as artroses, as doenças auto-imunes,
as poliartrites, as dores articulares etc. têm inúmeras
causas, porém a acidez crônica dos tecidos é
um denominador comum a todas elas.
Todos
os protagonistas dos casos acima citados certamente só
têm a ganhar com
a adoção de uma higiene alimentar e, certamente,
a utilização dos sucos e/ou ungüentos do gel
da Aloe vera como elementos coadjuvantes para acelerar os processo
de revitalização orgânica.
|
Detectando
a Acidez Tissular
|
Infelizmente,
que eu saiba, ainda não existe análise laboratorial
que consiga detectar o grau de acidez, seja dos músculos,
dos tendões, dos ligamentos, das glândulas, das várias
áreas do sistema digestivo etc. Apesar de ser fácil
e bastante comum a medição do pH da urina e da saliva,
o resultado desses exames nos revela unicamente a quantidade do
lixo ácido flutuante naquele determinado momento. Por isso,
é comum que pessoas que sofrem dos mais diferentes tipos
de dor ou mal estar recebam laudos laboratoriais atestando um
estado de saúde perfeito ou quase perfeito.
Na
ausência de uma metodologia científica adequada,
só dispomos de uma lista
de sintomas já relacionados ao excesso de acidez, além
de também podermos ter certeza da sua presença sempre
que temos febre, uma dor ou uma inflamação localizada.
Texto
de Mônica Lacombe Camargo
Difusão
Auto-Ecologia