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ALOE
VERA

Aloe
barbadensis Miller
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Como tudo na vida faz parte de um sistema
interligado, o planeta Terra nos provê de plantas de diversas
naturezas e inúmeras funções. Entre elas existem
algumas capazes de grande auxílio no que se refere à
habilidade do organismo de se adaptar às várias situações
de estresse às quais é continuamente exposto.
Essas plantas que têm como característica primária
dar apoio ao Sistema Fundamental de Regulação recebem
a qualificação de adaptogênicas. Mas para que
uma planta possa ser credenciada como tal, é preciso que
ela preencha cinco requisitos básicos:
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Ser
totalmente atóxica.
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Não
produzir dependência alguma.
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Não
provocar qualquer tipo de efeito colateral.
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Não
interferir no funcionamento fisiológico do corpo.
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Ter
poder regulador sobre a totalidade do organismo, ou seja,
nutrir o Sistema Fundamental de Regulação para
que ele possa exercer sua função de normalizador
tissular e sistêmico.
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As
necessidades de água, oxigênio e nutracêuticos
de um organismo variam de acordo com as circunstâncias. E
é através da perfeita sinergia entre esses elementos
que o pH dos líquidos intra e extracelulares e os níveis
de temperatura e pressão se conservam dentro de seus estreitos
limites - o equilíbrio homeostásico.
Isso significa que qualquer variação que extrapole
esses limites se reflete na perda do equilíbrio homeostásico
e, por conseguinte, da otimização da operacionalidade
do organismo. Daí a importância dos adaptógenos
que dão o suporte nutricional necessário para que
o organismo mantenha seus mecanismos de auto-regulação
sempre prontos a responder às necessidades do momento.
É da qualidade do equilíbrio homeostásico que
depende, em última instância, a qualidade da saúde
do organismo. Por isso, a saúde não é algo
estático ou um bem que se adquire para o resto da vida, mas
algo que precisa de manutenção, pois ela pode ser
perdida tão logo o Sistema Fundamental de Regulação,
por abusos ou falta de cuidados, não consiga mais manter
o controle que lhe cabe.
Os adaptógenos, atuando em prol do equilíbrio homeostásico
e da máxima funcionalidade desse sistema, capacitam o organismo
a se adaptar a qualquer situação de estresse, normalizando
as funções sistêmicas antes que as células
ou tecidos seja afetados.
A avaliação da saúde é feita não
pela ausência de sintomas estranhos, mas pela capacidade e
rapidez de o organismo se adaptar a diferentes circunstâncias
- ao escuro e ao claro, às altas e baixas temperaturas, ao
trabalho e ao lazer, ao estado
de alerta e ao sono, às situações agradáveis
e desagradáveis etc.
Por isso, devido ao estresse a que estamos permanentemente submetidos,
os adaptógenos se impõem como um dos mais poderosos
aliados de que podemos dispor. E a Aloe vera é um deles.
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A
Origem do Conceito dos Adaptógenos
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A
origem do conceito dos adaptógenos nasceu em 1958, do cientista
russo Israel Brekhman, ex-aluno do Dr. Lazarev, que identificou
no Ginseng Siberiano o princípio ativo responsável
pelo aumento da resistência do organismo.
Brekhman, porém, não só descobriu outras plantas
com princípios ativos semelhantes como deduziu que elas poderiam
ser de grande auxílio aos atletas soviéticos, pois
ajudariam o corpo a se adaptar ao estresse dos treinamentos exaustivos,
necessários ao aumento da qualidade do desempenho físico,
e dos períodos de competição. E assim nasceu
o conceito e a classificação dos adaptógenos.
Diz-se que desde então mais de 3 mil trabalhos, baseados
em pesquisas e estudos clínicos, já foram escritos
sobre os adaptógenos, embora das 43 publicações
listadas pelo MedLine (em março de 2003), 25 estejam em russo,
incluindo a primeira, em 1976, e a última, em 2002 - prova
que eles continuam a estudá-los.
Os atletas da ex-União Soviética e da ex-Alemanha
Oriental passaram, então, a usufruir os benefícios
dos adaptógenos - aumento da resistência e da precisão
no desempenho físico, rápida recuperação
das energias e da musculatura gastas pelos treinos e competições.
Os atletas e desportistas são as maiores vítimas do
estresse e muitos sofrem da "Síndrome do Treinamento
Excessivo" que, embora produza sintomas de diversas naturezas,
tem como conseqüência: impedir que atuem sob potência
máxima e afastá-los dos treinamentos. Por isso, os
adaptógenos lhes serem tão fundamentais.
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Os
Adaptógenos como Agentes de Combate ao Estresse
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Em
conseqüência de uma situação de estresse
prolongada ou repetitiva, as reservas de energia do organismo são
consumidas, deixando as células exauridas. Diante dessa situação,
os adaptógenos ativam os mRNA (mensageiros) e os tRNA (transportadores)
das células para que elas mesmas passem a funcionar como
"fábricas de energia" mais eficientes.
Paralelamente, o estresse também promove o acúmulo
de complexos de beta-lipo-proteína sobre as membranas celulares
que:
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Bloqueia
a ação das enzimas hexoquinases, responsáveis
pela transformação da glicose em energia a ser
utilizada pelas células.
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Dificulta
a transferência de energia para o interior das células.
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Diante
da presença dos adaptógenos, porém, o acúmulo
do complexo beta-lipo-proteína sobre as membranas celulares
é inibido e a ação da hexoquinase sobre a glicose
é estimulada.
Segundo Michael Wahlstrom, autor de Adaptogens: Nature's Key to
Well-Being, os adaptógenos também inibem a ação
oxidativa dos radicais livres sobre as membranas celulares através
da normalização das funções sistêmicas,
ou seja, do Sistema Fundamental de Regulação, que
garante a estabilidade do ambiente interno.
De acordo com a explicação do Dr. Michael Van Noy,
veterinário de cavalos de corrida de Woodside (Califórnia):
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O
estresse, sobretudo se for prolongado, pode levar muitas células
à morte por falta de energia. Com os adaptógenos,
o organismo adquire maior capacidade de resistência
ao estresse, as glândulas adrenais não são
exauridas nem tampouco os níveis de energia são
reduzidos.
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Os
adaptógenos de natureza Yin, como é o caso da Aloe
vera e do Lycium, ao nutrir as glândulas supra-renais, igualmente
de natureza Yin, impedem que elas alcancem o estado de subnutrição
e exaustão.
O sabor ácido que o gel da Aloe vera traz misturado ao sabor
amargo não significa que ele seja fator de acidificação.
Tal qual o limão, seus ácidos, de grande importância
para a pele e as mucosas, quando em excesso, são rapidamente
eliminados pelos pulmões, mas deixam uma importante fração
de resíduos alcalinos após serem metabolizados.
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Propriedades
Específicas dos Adaptógenos
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A tentação de considerarmos os adaptógenos
como panacéia universal tem uma explicação
lógica - a imensa lista daquilo de que são capazes.
A desconfiança suscitada por essa lista, entretanto, se explica
pelo fato de estarmos acostumados a fármacos ou mesmo fitoterápicos
com efeitos limitados e definidos, que é exatamente o que
os diferencia dos adaptógenos.
Não existe, porém, adaptógeno algum que possa
ser considerado a panacéia universal, isto é, aquilo
que tudo previne e tudo cura. Na verdade, com exceção
da água, do oxigênio e da luz solar, não existe
nada nesse mundo que seja igualmente bom para todos ou positivo
a qualquer hora. E mais:
Não
existe adaptógeno algum que consiga fazer com que
um organismo resista às conseqüências
de constantes transgressões
às leis da natureza - que a tudo e a todos regem.
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Após
danos estruturais relevantes, fica mais difícil ou
impossível a total recuperação da saúde.
Por isso, mais vale prevenir do que remediar.
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Através
do estudo da longa lista de propriedades atribuídas aos adaptógenos,
é possível encontrar a espinha dorsal que sintetiza
e revela a verdadeira natureza desses compostos, e, assim, alcançar
a compreensão exata do que eles significam para o organismo
humano e animal, pois eles são conhecidos por:
Acelerar
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A funcionalidade e o desempenho das células, tecidos, órgãos
e sistemas.
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A recuperação do equilíbrio homeostásico
durante e após os períodos de estresse.
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A restauração e recondicionamento dos músculos
e tecidos conjuntivos das cartilagens, tendões, ligamentos,
ossos, dentes, pele, cabelos, unhas, paredes dos intestinos, do
estômago, dos vasos sangüíneos e linfáticos
etc.
Aumentar
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Aforça, a histamina, a libido e o tônus muscular.
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Aqualidade dos mecanismos de defesa e de resposta do sistema imunológico.
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As reservas alcalinas do organismo.
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O processo de síntese e a qualidade das proteínas.
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Os níveis de energia e de resistência física,
emocional e mental - acuidade, clareza, cognição,
concentração, memória, percepção
etc.
Combater
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A dependência ao álcool, açúcares, drogas
recreativas ou medicamentosas - analgésicos, ansiolíticos,
antiácidos, antibióticos, antiinflamatórios,
calmantes, imunossupressores etc.
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A asma, a angústia, a depressão, a eterna insatisfação
com a vida, a inércia, a insônia, as alergias, as infecções,
as inflamações, as patologias e disfunções
recorrentes, o câncer, o cansaço, o mau humor, o medo,
o pessimismo etc.
Garantir
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A desobstrução da pele, pulmões, fígado
e rins - importantes vias de desintoxicação do organismo.
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O apoio nutricional às glândulas, sobretudo às
adrenais.
Melhorar
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A qualidade do sono e sua ação reparadora.
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O desempenho dos atletas, desportistas, ginastas, dançarinos
etc.
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O metabolismo dos açúcares e lipídios.
Prevenir
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Os maus efeitos do estresse, o envelhecimento precoce e os processos
degenerativos comuns ao avança da idade.
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O acúmulo das toxinas, células mortas e cancerosas
etc.
Promover
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A normalização dos níveis de açúcar
e de colesterol no sangue.
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O bem-estar, o bom humor, o otimismo e a motivação.
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Do
Livro Saúde
& Beleza Forever,
de Mônica Lacombe Camargo
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Edição Esgotada -
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