Aloe no Tempo e no Espaço

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ALOE VERA




Aloe barbadensis Miller


Aloe Vera – Alimento ou Medicamento?

Poucas são as plantas com quatro mil anos de história e um espectro tão amplo de possibilidades de uso, mas devido ao deslocamento do centro cultural do norte da África para o centro da Europa, ela caiu no esquecimento dos ocidentais “civilizados”.

No final dos anos 70, a Aloe é redescoberta pelos “civilizados” como agente regenerador e antídoto natural contra a pandemia de processos degenerativos que hoje assola a humanidade e seus animais. Não fosse o boom da cosmetologia, que a pôs em evidência, ela ainda estaria sendo do usufruto de poucos.

Há 30 anos tenho a alimentação natural como principal área de pesquisa. Nos últimos dez anos, por força das circunstâncias, acabei agregando os complementos alimentares à minha vida, pois compreendi que entre os alimentos e os medicamentos existe esse elemento dietético que hoje responde a uma necessidade real do Ser Contemporâneo, o que explica a crescente demanda de mercado por eles. Vejamos, pois, como as Aloes se encaixam nesse universo.

Aloína – Fração Medicamentosa da Aloe Vera

Uma das características intrínsecas da conduta farmacológica, seja ela antiga ou moderna, é a utilização de princípios ativos concentrados em determinadas partes das plantas ou extraídos do seu contexto in natura.

Como regra geral, quanto mais direcionada a ação e maior a dose desse concentrado ou fração, mais forte será a reação do organismo e maiores os riscos de efeitos colaterais adversos. Por isso, a administração de todo e qualquer medicamento tem de ser supervisionada por um especialista no assunto. No caso dos fármacos, sobretudo dos de natureza sintética, derivados do petróleo, os médicos são, ou deveríamos esperar que fossem, as pessoas treinadas nesse assunto. Contudo, segundo estudos recentes, os medicamentos e os erros médicos são a causa mortis número um nos Estados Unidos, o que equivale a 6 aviões Jumbo lotados despencando dos céus todos os dias.
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Em relação à aloína da seiva acastanhada das Aloes, desde a Antigüidade ela é apreciada por suas propriedades fármaco-depurativas, pois, desde então, a limpeza dos intestinos é o primeiro passo e condição si ne qua non ao processo de autocura e revitalização do organismo.

Sobre a pele, a aloína atua como antiinflamatório, antibiótico, fungicida e bloqueia de 20 a 30% dos raios ultravioletas do sol. Combinada ao gel da Aloe, age de forma surpreendente para a esterilização, reconstituição e revitalização dérmica, seja sobre a pele ou sobre as mucosas dos canais auditivos e nasais, olhos, boca, garganta e trato gastrintestinal.

Para obtê-la, basta recolher a seiva que escorre da folha depois de cortada. Para preservá-la, é preciso aquecê-la até que a água toda evapore. O resultado é uma massa espessa amarronzada onde se concentra o princípio ativo da aloína ou barbaloína (se a planta de origem for a Aloe barbadensis).

A aloína, apesar de ser um complexo de antraquininonas de propriedades laxativas 100% natural, é um medicamento que, como tal, tem de ser utilizado com moderação e, idealmente, sob a supervisão de um profissional da saúde.

Segundo o Dr. Ivan E. Danhof, sua ação laxativa resulta do envenenamento das enzimas responsáveis pela absorção dos nutrientes e da reabsorção da água rica em íons minerais, como os de potássio, nas paredes dos intestinos. O abuso e o uso contínuo de laxantes dessa natureza é, portanto, um processo crônico de auto-envenenamento, alerta Danhof.

Observando a ação da aloína e do gel da Aloe vera sobre os fibroblastos, Danhof constatou que as células expostas à aloína foram exterminadas, enquanto que aquelas expostas ao gel de Aloe vera se multiplicaram. Comparadas à cultura de controle, o gel em menor concentração fez com que dobrassem de número e, em maior concentração, que se multiplicassem por nove.


Advertências sobre a Aloína
Efeitos
colaterais
adversos
- cólicas extremamente doloridas
- desmineralização
- desidratação
- disfunções renais
- hemorragia interna
- irritação do trato digestivo
Contra
indicações
- Em mulheres grávidas, pode estimular o útero e provocar um aborto.

- Em mulheres amamentando, pode causar problemas gastrintestinais
aos bebês.



O Gel – Fração Nutritiva da Aloe Vera

Testes laboratoriais já verificaram que o gel da polpa das folhas das aloes, quando isento de quantidades significativas de aloína, é 100% atóxico, mesmo ingerido em grandes doses, e, portanto, encontra-se excluído da categoria dos medicamentos. Assim sendo, a utilização do suco do gel da Aloe vera não necessita de prescrição médica, nem seu acréscimo à dieta pode ser condenado como um ato de automedicação.

Na verdade, a adoção a Aloe como alimento é uma questão cultural. No mercado popular de Cuzco (Peru), por exemplo, todas as bancas especializadas em sucos de frutas oferecem folhas de Aloe para que seu gel seja adicionado ao suco do mamão, laranja, abacaxi... ao gosto do freguês.

As folhas da Aloe barbadensis miller, após três anos cultivadas sob as melhores condições, são constituídas de, aproximadamente, 96% de água e 4% de matéria sólida relativa a mais de 200 elementos bioativos – esteróides, ácidos orgânicos, enzimas, proteínas, aminoácidos, minerais, vitaminas etc.

O valor nutricional do gel da Aloe vera não pode ser aferido quantitativamente
pelos parâmetros da nutrologia vigente, não só porque apenas 0,5% a 2,0% do seu volume é constituído por 75 elementos nutracêuticos, mas também porque a água ainda não foi elevada a tal categoria, assim como poucos sabem sobre as implicações geradas por suas qualidades diversas – tema a ser desdobrado em um próximo livro.

Qualitativamente, porém, devido à natureza e às proporções em que as moléculas estruturadas de água e esses 75 elementos se apresentam, acrescido do potencial sinérgico com que interagem entre si e com o organismo humano e animal, o gel da Aloe induz atividades e respostas metabólicas realmente sui generis.

A Água do Gel da Aloe Vera

Diante do altíssimo percentual de moléculas de água, elemento vital ao organismo, presente no gel das Aloes, muito me surpreende a ausência de referências sobre sua importância, com exceção do Dr. Robert Davis que a ressalta como solvente dos polissacarídeos e veículo de comunicação entre todos os elementos constituintes da Aloe Vera – seus pólos negativos, alinhando-se aos pólos positivos de cada molécula desses elementos, formam uma rede de comunicação entre o maestro, como caracteriza os polissacarídeos, e os outros mais de 200 componentes da orquestra.
Essas explicações, porém, não esgotam o assunto. Urge que os cientistas interessados em expandir ainda mais os horizontes incorporem às suas pesquisas duas linhas de conhecimento que hoje já transitam pelo mundo da ciência:

• O potencial da memória da água.

• A importância da água estruturada em contraponto
à água desestruturada ou água choca.

Quando esses dois conceitos, acrescidos dos princípios da física quântica, alcançarem os laboratórios de pesquisas bioquímicas, a verdadeira função da água retida no interior das Aloes, no que toca aos organismos vivos, será desvendada. Porém, desde já deixo aqui alguns pontos de reflexão ao alcance de todos:

A água é o principal elemento constituinte tanto do gel da Aloe vera como do nosso organismo.
As moléculas de água estão permanentemente recebendo e transmitindo informações umas às outras.
A água é excelente veículo das ondas eletromagnéticas de baixa freqüência. (As mesmas utilizadas pelos meios de comunicação).
Nas águas límpidas e altamente estruturadas, a luz alcança até 40 metros de profundidade. Nas águas poluídas e desestruturadas, ela não chega a dois metros.
Segundo observações científicas, as moléculas do organismo humano e animal se comunicam através da luz e do som.
Quanto mais sutil, diluída, menos densa, for a informação guardada pela molécula da água, mais facilmente ela pode ser retida e propagada. Mais rapidamente, captada e retransmitida. Mais amplo será seu raio de ação. Iguais princípios regem a homeopatia, até hoje um mistério para muitos!

Por isso sou impelida a concluir que a água retida pelo gel da Aloe vera veicula a matriz dos cerca de 125 elementos constituintes, cuja matéria sólida se encontra retida na casca da folha. Assim, tão logo o gel da Aloe vera entra em contato com
as moléculas de água do organismo, esses elementos lhes são rapidamente transmitidos, decodificados, assimilados e retransmitidos, iniciando, assim, um grande dinamismo sinérgico ainda a ser compreendido.

Fica aqui, pois, a minha sugestão de estudo para as futuras pesquisas sobre o potencial da Aloe barbadensis Miller, já que a sua exuberância em moléculas de água é uma das peculiaridades que a distingue das outras variedades de Aloes.

Os Polissacarídeos do Gel da Aloe Vera

Uma das principais características das Aloes, que as distinguem de todas as outras plantas e as põem em evidência, é a alta concentração de polissacarídeos de sua polpa, o gel.

Polissacarídeos são cadeias de moléculas de açúcares intocáveis pelas enzimas digestivas. Absorvidos por endocitose (processo pelo qual o material extracelular
é transportado ao protoplasma), chegam intactos até o interior das células.
Antes de se integrarem ao organismo, os polissacarídeos precisam se combinar ao nitrogênio para se transformarem em mucopolissacarídeos. Responsáveis pela consistência gelatinosa da substância fundamental dos tecidos conjuntivos e dos líquidos intracelulares, sua deficiência encontra-se na raiz de graves doenças degenerativas.

Por volta dos 10 anos, porém, o organismo tende a não mais produzi-los em quantidades suficientes. Assim, torna-se necessário obtê-los em maiores quantidades através da alimentação. O problema é que eles são presenças raras
em nossas dietas.

No reino dos fungos, importantes concentrações de mucopolissacarídeos podem ser encontradas em certos cogumelos, como é o caso do Reishi, pelo qual as Medicinas Chinesa e Ayurvédica têm grande apreço, que os relacionam à longevidade com qualidade.

No reino animal, temos a cartilagem de tubarão e os green-lipped sea mussels
(Perna canaliculus), mexilhões verdes oriundos da Nova Zelândia, com concentrações significativas.

No reino vegetal, as únicas plantas que podem rivalizar com as Aloes são a equinácea e o astrágalo. Mas será que é possível ingeri-los diariamente, em quantidades suficientes, per omnia saecula seculorum, como podemos fazer
com o gel da Aloe vera?

No caso da Echinácea, por exemplo, já andou circulando a informação de que, segundo os especialistas no assunto, ela não deve ser utilizada ininterruptamente como alimento preventivo. Mas será isso verdade ou mais um dos mecanismos de difamação da natureza utilizado pelos que tiram seus lucros da doença alheia?

O início deste milênio ficará na história como o período em que a competência da indústria petroquímica foi levada a juízo, não só pela perversidade dos produtos farmacológicos como pela manipulação da opinião pública através da difamação e condenação dos produtos naturais (como se a humanidade até então tivesse sido burra e suicida!) utilizando falsos laudos emitidos por seus funcionários ditos especialistas. O Contex Alimentarius – órgão setorial da Organização Mundial da Saúde (OMS), que supostamente deveria proteger a saúde da humanidade através
de uma série de legislações - infiltrou seus funcionários em postos a serem ocupados por profissionais idôneos e competentes.

Felizmente, existem figuras proeminentes, como o Dr. Matthias Rath, que não economizam esforços para impedir que a agenda da indústria farmacêutica seja implementada. (veja a página
Dr. Matthias Rath, na pasta Auto-Ecologia).

Os Polissacarídeos da Aloe vera
Segundo Ivan Danhof

Autor dos livros Remarkable Aloe, Aloe Through The Ages e mais de 80 trabalhos publicados, Dr. Ivan Danhof é bioquímico com mestrado em nutrição e microbiologia, doutorado em fisiologia e especialização em gastrenterologia.
Coube a ele fazer a primeira classificação dos polissacarídeos do gel das Aloes de acordo com o tamanho, peso molecular e atividades mais evidentes.

Cadeias Curtas (50 a 600 moléculas)
Antidiabéticas - Antiinflamatórias

As pequenas cadeias de polissacarídeos, presentes em todas as Aloes, são de grande auxílio à normalização dos níveis de açúcar no sangue e reversão dos focos inflamatórios. Atuam sobre quadros como o do diabetes I e II, da colite ulcerativa, da artrite e do refluxo gástrico.

Cadeias Médias (600 a 1.500 moléculas)
Antioxidantes

Diferentemente das vitaminas e minerais, importantes antioxidantes no espaço extracelular, as cadeias médias de polissacarídeos, transformadas em mucopolissacarídeos, são fundamentais aos processos antioxidantes e à varredura dos radicais livres dentro da célula, sendo essenciais à prevenção e reversão dos quadros como os de arteriosclerose, doenças cardiovasculares e Mal de Parkinson.
Para Danhof, a intensificação da poluição e o declínio da concentração de minerais no solo, trazendo como conseqüência o aumento do número de radicais livres e a diminuição da capacidade respiratória das células, fazem com que os polissacarídeos das Aloes sejam fundamentais à qualidade de vida dos humanos e dos animais.

Cadeias Longas (1.500 a 5.000 moléculas)
Antipatogênicas

As cadeias longas de polissacarídeos são as principais responsáveis por impedir a sobrevivência dos fungos, vírus e bactérias. Diante do aumento do número de novas doenças infecciosas, e das antigas se tornando cada vez mais virulentas em conseqüência do uso abusivo dos antibióticos, os polissacarídeos do gel das Aloes são de grande importância à preservação e reconquista da saúde humana e animal.

Cadeias Super Longas (5.000 a 9.000 moléculas)
Imunomoduladoras

As cadeias mais longas dos polissacarídeos têm ação imunomoduladora de grande relevância contra os quadros de AIDS, câncer e outras disfunções imunitárias, pois modulam as respostas do sistema imunológico promovendo o aumento da produção de substâncias químicas, como o interferon e o fator de necrose tumoral. São essas moléculas superlongas que enriquecem e diferenciam o gel da Aloe barbadensis Miller das outras centenas de Aloes.

Isso significa que aqueles que já foram expostos a vacinas, antiinflamatórios imunossupressores ou qualquer outro fármaco que enfraquece e desestabiliza o sistema imunitário não devem subestimar o que o Aloe vera pode fazer por eles.
Embora, nessa primeira classificação, as funções dos polissacarídeos não tenham sido esgotas - o potencial de regeneração tissular, por exemplo, não foi vinculado a qualquer um dos grupos -, essa categorização não deixa de ser interessante.

 

CONTINUA

Do Livro Saúde & Beleza Forever, de Mônica Lacombe Camargo
- Edição Esgotada -




 
     

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