| |
ALOE
VERA

Aloe
barbadensis Miller
|
Aloe
Vera: Uma Abordagem Científica
Segundo o Dr.Robert H. Davis, PhD
Autor do livro Aloe
Vera: A Scientific
Approach
O Dr.
Robert H. Davis, graduado pelo Kings College com PhD na Rutgers
Univerity, é autor de duzentos diferentes trabalhos científicos.
No seu livro Aloe
vera: Uma Abordagem Científica
ele esclarece os comos e os porquês da atuação
da Aloe vera no organismo. Descreve a sinergia existente entre os
seus componentes biologica-mente ativos. Desenvolve o tão
ilustrativo "Conceito
de Chefe de Orquestra da Aloe"
onde apresenta os polissacarídeos como sendo o maestro e
os outros agentes bioativos a orquestra. Ele explica como a Aloe
vera
atua sobre a eliminação das dores, das inflamações
e da artrite, assim como o seu grande poder sobre o processo de
cicatrização.
Seus estudos sobre o Aloe
vera
iniciaram-se no meio dos anos 70. Durante uma certa experiência
em laboratório, à procura de um antiinflamatório
natural como alternativa para a cortisona e outros esteróides,
foi surpreendido ao verificar os resultados de uma das amostras
onde havia utilizado, por engano, o extrato de gel de Aloe vera
como elemento de controle. Surpreendeu-se pois jamais havia visto
uma substância natural capaz de produzir tais feito.
No seu livro, ao expor o resultado de seus 20 anos de pesquisa,
declara que "ninguém
mais pode dizer que Aloe vera é um mito ou funciona sob efeitos
mágicos"
porque sua eficacidade enquanto antiinflamatório, cicatrizante
e analgésico já foi demonstrada pela curva de dose-resposta.
Ele também explica como a Aloe
vera
atua como um veículo biológico (ou condutor ativo)
ao mesmo tempo em que tem uma atividade biológica complementar
própria. Demonstra o aumento qualitativo e quantitativo da
atividade dos fibroblastos como promotores da cicatrização,
inclusive em animais diabéticos. Postula que o Giberelino
da Aloe
atua como fator de crescimento vital para as células. Questiona
a postura médica sobre a AIDS em relação ao
HIV ressaltando as propriedades imunomoduladoras da Aloe vera -
que ao mesmo tempo que é estimulante para as cicatrizações,
é inibidora para as inflamações. Descreve a
ação dos esteróides da
Aloe vera
sobre a artrite reumatóide. Compara a aspirina com a Aloe
vera e
o potencial sinérgico que existe entre as duas.
|
O
Conceito Maestro & Orquestra
A Orquestra
|
Uma
orquestra sinfônica necessita de instrumentos de corda, madeira,
metal, sopro e percussão para formar um conjunto capaz de
expressar toda a beleza de uma música. Cada arranjo musical
mistura, de forma única, os sons de vários instrumentos
em uma mesma tonalidade.
Apesar
de que quando uma orquestra está se afinando, com cada instrumento
a nota musical que lhe seja própria, testemunhamos um verdadeiro
caos sonoro, tão logo começam a interagir harmonioso,
um som extremamente puro se faz ouvir.
Entretanto,
o elemento chave de uma orquestra é o maestro que, se for
excepcional, saberá utilizar-se da participação
e do potencial de cada instrumento, criando uma surpreendente sinergia
entre todos. Apesar dessa posição ser importante,
o talento dos músicos da orquestra é igualmente relevante
para que o resultado final seja um som mágico
durante toda a apresentação da orquestra.
O conceito
maestro-orquestra
foi
desenvolvido para melhor definirmos as relações entre
os mais de 200 componentes biologicamente ativos da Aloe
vera.
Dentre essas, acredita-se serem as moléculas dos polisacarídeos
que atuam como o maestro que lidera a sinfonia como fruto da interrelação
biológica dos mais de 200 componentes da Aloe
vera.
As moléculas de polisacarídeo são constituídas
por moléculas de manoses ligadas entre si. Como um maestro,
os polissacarídeos conseguem modular de diversas maneiras
as atividades biológicas de uma infinidade de moléculas
que estão à sua volta de modo que, devidamente orquestradas
passam a funcionar em perfeita sinergia. A teoria maestro-orquestra
tem servido de base a muitas pesquisas e à formulação
de novos produtos.
Entretanto, pensa-se que é a proteína presa em uma
das extremidades da cadeia de polissacarídeos quem direciona
o fosfato de manose, preso na outra extremidade, para o receptor
dos fibroblastos. E acredita-se ser assim que a produção
de colágeno e de proteoglicanos, indispensáveis ao
processo de cicatrização, é induzida pela Aloe
vera.
Simultaneamente, os macrófagos são estimulados a produzirem
uma variedade de substâncias com atividades biológicas
e a reconhecerem os receptores da superfície de outras células.
Outros componentes biológicos da Aloe
vera,
indiretamente, também ajudam o maestro a induzir respostas
biológicas nos receptores celulares.
Sugerir, porém, que o maestro, isto é, que os polissacarídeos
trabalham isoladamente sem interação alguma com o
complexo orgânico ao qual pertencem,
é muita pretensão.
Não
há dúvida que os conhecimentos adquiridos a partir
da observação da atividade de elementos isolados da
Aloe vera são de grande utilidade. Mas não me parece
nada inteligente exaltar uma única substância e reduzir
todo o potencial da Aloe
vera
à sua única existência. (Aqui Dr. Davis está
fazendo uma crítica a outras teorias.)
Uma das características mais importantes do seu dinamismo
sinérgico presente na Aloe
vera
é que, não importa sob que dosagem, o seu potencial
de toxidade é aparentemente nulo. Por outro lado, o que vem
se verificando é que a Aloe
Vera
de imunomoduladora tem a propriedade de reduzir e até mesmo
eliminar agentes tóxicos ao organismo.
Qual
a função da água dentro da Aloe
vera?
Como será que os polissacarídeos, o maestro, se comunicam
com os mais de 200 ativos biológicos que constituem a orquestrada
Aloe
vera?
Perguntas de grande importância que continuam, praticamente,
sem respostas.
Sabe-se que a água é um elemento indispensável
às atividades orgânicas. A Aloe
vera é
composta por 99,5% de água e 0,5% de sólidos. Segundo
o Dr. Robert Davis, nela a água atua como:
Solvente para
as moléculas dos polissacarídeos.
Meio
de comunicação entre os polissacarídeos e os
200 componentes ativos da Aloe
facilitada pela polarização das moléculas de
água.
Uma molécula de água de Aloe
vera
é constituída por um grande átomo de oxigênio
que atrai os elétrons de dois átomos de hidrogênio.
Elas funcionam tanto como ativos agentes de dissolução
como também participam da formatação de novos
complexos moleculares Assim como existem cargas positivas e negativas
nas extremidades dessas moléculas de água, todas as
moléculas que participam dessa orquestra, incluindo o maestro,
também possuem partes polarizadas e partes não polarizadas.
As partes polarizadas reagem facilmente com a água. As partes
não polarizadas são hidrofóbicas, se esquivam
da água.
A polaridade negativa das moléculas de água alinhadas
com as extremidades positivas das outras moléculas é
que formam a conecção entre o maestro e os 200 componentes
da orquestra, e vice-versa.
A teoria
yin/yang, utilizada pelas culturas orientais, distingue os princípios
ativos e passivos que equilibram o universo e tudo que nele existe.
Através da interação dessas duas forças
todos os fenômenos se manifestam. Sem fugir à regra,
a Aloe
vera reflete
o equilíbrio de um sistema biológico complexo que,
ao mesmo tempo que tem o potencial de inibir as dores, as inflamações
etc., também atua como um estimulante para o sistema imunológico,
os processos de crescimento celular, a cicatrização
etc.
|
O
Mecanismo dos Processos Inflamatórios
|
Inflamação
é o mecanismo natural de defesa de todo o tecido vivo sempre
que sua estrutura é agredida, lesionada, irritada, dilacerada...
Do ponto de vista molecular,
o mecanismo inflamatório envolve uma complexidade de processos
reguladores, mediadores e potencializadores.
Mesmo que a natureza dos traumatismos sejam diversas, o processo
inflamatório
é sempre o mesmo e pode funcionar como um faca de dois gumes
mesmo que, a princípio, ele não causa ameaça
ao organismo. A inflamação pode ser aguda ou crônica.
O mecanismo de uma inflamação aguda, em resposta a
uma lesão estrutural, é:
Produzir
um edema local a partir da liberação imediata de substâncias
que atuam sobre os vasos capilares.
Em
seguida, os neutrófilos (leucócitos polimorfo nucleares),
isto é, , movem-se para fora dos vasos capilares em direção
à área agredida através da mediação
dos leucotrienos.
As
lisozimas, substância derivada das células inflamadas,
modulam o funcionamento dos neutrofilos (PMN).
Os
neutrófilos, através do aumento de seus metabolismos
e do consumo de oxigênio, fagocitam todos os escombros deixados
pelo traumatismo.
Mesmo
assim a área tende a ficar cheia de radicais livres de oxigênio
que acabam atacando os lipídios das membranas vizinhas, produzindo
um novo estado de inflamação. Por isso, esse ciclo
tem que ser interrompido o mais rápido possível para
impedir que um processo de inflamação crônica
acabe se instalando no local.
Um dos problemas gerado pelo uso dos esteróides é
que ao mesmo tempo que bloqueiam a inflamação eles
retardam o processo da cicatrização, criando espaço
para que a inflamação se alastre. As propriedades
antiinflamatórias da Aloe
vera,
diferente dos esteróides, ao mesmo tempo que bloqueiam a
inflamação estimulam
o crescimento dos fibroblastos e a aceleração da cicatrização.
Esse é um dos efeitos mais surpreendentes e 'milagroso'
da Aloe
vera.
Estudos mostraram que só 1% dos esteróides aplicado
topicamente penetram o estrato córneo da pele, isto é,
99% fica indisponível e se perde. Verificamos que a Aloe
vera
é um excelente veículo para os esteróides pois,
além de lhes servirem como veículo, participa do processo
de cura acrescentando-lhe todos os benefícios de que é
capaz.
A complexidade dos componentes e a multiplicidade de mecanismos
desencadeados pela presença da Aloe
vera,
faz com que a observação de todas as suas atividades
anti-inflamatórias não seja algo simples. São
aminoácidos do tipo fenilalanina e triptofano; é o
ácido salicílico prevenindo a biosíntese da
prostaglandina, o ácido araquidônico reduzindo a vasodilatação
e diminuindo os efeitos vasculares da histamina etc. Já o
efeito analgésico da Aloe
vera tanto
se assemelha como potencializa a aspirina.
A Aloe
vera
ao estimular a cicatrização, estimula a produção
de anticorpos e a varredura dos radicais livres produzidos pelos
neutrófilos. A presença da vitamina
C contribui para com a inibição das inflamações
neutralizando os radicais livres de oxigênio. A vitamina E,
também conhecida por suas propriedades anti-oxidantes, encontra-se
igualmente presente na Aloe
vera.
A verdade é que todos os ativos biológicos da Aloe
vera
formam uma orquestra que, trabalhando em colaboração
com o maestro polissacarídeo, têm valorosos efeitos
terapêuticos.
|
Aloe
Vera como Veículo Biológico
|
Qualquer
elemento que não consegue ser absorvido pelo estrato córneo
da pele precisa de um veículo que ajude a sua penetração.
Os glucocorticóides e a vitamina C são dois casos
típicos.
No caso dos glucocorticóides, as propriedades anti-inflamatórias,
cicatrizantes e analgésicas da Aloe
vera
fazem dela um veículo biológico específico
pois ao mesmo tempo que veicula a sua penetração,
neutraliza os efeitos negativos inerentes a essa substância.
A vitamina C, tão importante para a síntese do colágeno,
também precisa de auxílio para penetrar a pele. Em
doenças como a artrite reumatóide, os níveis
de vitamina C são baixíssimos. Apesar de todos os
fatores que controlam a absorção da vitamina C ainda
não serem conhecidos, já foi verificado o quanto a
Aloe
vera
ajuda a sua penetração dérmica.
Com a presença e colaboração da Aloe
vera,
a dosagem de vários elementos pode ser reduzidas Às
atividades biológicas da Aloe vera adiciona-se o potencial
sinérgico estabelecido entre os elementos presentes na Aloe
vera
e os princípios ativos do elemento terapêutico que
ela esteja vinculado.
Um dos fenômenos da Aloe
vera é
que ela solubiliza tanto elementos solúveis em água
quanto substâncias lipídicas (gordurosas). Essa propriedade
faz dela um veículo ainda mais sui generis. A Aloe
vera
está cada vez mais conhecida como um dos mais importantes
veículos biológicos.
Aloe
vera
contém polissacarídeos que agem como maestros conduzindo
inúmeras atividades biológicas através da orquestração
de várias diferentes moléculas ao seu redor. Muitos
dos compostos da Aloe
vera
já foram isolados, identificados e demonstraram possuir fortes
princípios ativos assim como um forte potencial sinérgico
quando interagindo com o todo.
A Teoria
Maestro-Orquestra se
opõe diametralmente à idéia de que somente
um tipo de molécula da Aloe
vera,
ou seja, os polissacarídeos, seja responsável pelos
surpreendentes efeitos benéficos dessa planta, isto é,
se opõe à redução do potencial da Aloe
vera
ao dos polissacarídeos.
Não há dúvida de que ainda falta uma maior
compreensão sobre a ação sinérgica dos
seus vários componentes da Aloe
vera
para que seja possível uma melhor definirmos da atua sobre
o organismo. Essa compreensão, certamente, provocará
muitas mudanças em pró do aumento da qualidade de
vida dos Seres humanos e dos animais, uma vez que deverá
mexer nos conceitos que hoje regem a farmacologia.
|
Do
Livro Saúde
& Beleza Forever,
de Mônica Lacombe Camargo
-
Edição Esgotada -
|
|
|