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Projeto de Educação e Cultura
DIFUSÃO AUTO-ECOLOGIA
AS
ALGAS MARINHAS
Alguns médicos
afirmam que pelo menos 65% por cento de todas as doenças
dos americanos estão diretamente relacionadas à
pobreza dietética. A verdade é que
não estamos mais recebendo os nutrientes que necessitamos,
estamos ingerindo substâncias de que não necessitamos
ou não somos aptos a processá-las.
Fatores como
condições climáticas, erosões e métodos
agrícolas agressivos,
já fizeram com que 2/3 do solo produtivo do planeta estejam
danificados e depauperado em minerais e, conseqüentemente,
em microrganismos. As plantas, que deles dependem, tornaram-se
carentes em vitaminas e sais minerais. Por isso, as tabelas não
expressam mais a realidade nutritiva dos alimentos. A concentração
de betacaroteno de uma cenoura, por exemplo, pode variar de 18.500
I.U. a 70 I.U.
Para compensar
essa pobreza mineral, fator determinante da desvitalização
e
da pouca resistência das plantas e dos animais que delas
dependem, a agricultura utiliza cada vez mais fertilizantes químicos,
herbicidas, pesticidas e fungicidas.
O resultado é a ilusória saúde e beleza das
plantas e a intoxicação e degradação
do organismo animal.
Não há
dúvida que a degenerecência do organismo (cancer,
artrose, diabetes...) está ligada aos alimentos quimicamente
enriquecidos, sintetizados e processados.
Entretanto, a velocidade com que nosso organismo se renova faz
com que tão logo ele deixe de ser intoxicado e agredido
por substâncias que lhe são estranhas e passe a ser
naturalmente nutrido, a recuperação da saúde
(curas espontâneas) pode se tornar realidade.
O papel das
algas nesse processo é importantíssimo, pois elas
são os alimentos mais ricos em sais minerais e intensa
memória genética. Sob a forma de plânctons,
as algas ocupam a base da cadeia alimentar. A família é
de mais de 30 000 espécies e responde por uns 90% da oxigenação
do planeta.
Sob a ação
da luz solar, são fruto das primeiras transmutações
da riqueza mineral das águas oecânicas em matéria
orgânica. Como um dos organismos mais antigos do planeta,
a memória genética nelas encerrada é um verdadeiro
tesouro ao organismo humano e animal, pois estimulam inúmeros
mecanismos básico à vida:
a produção de enzimas e de anticorpos, a respiração
e a regeneração celular, o fortalecimento do DNA
e do RNA como proteção contra qualquer processo
de mutações degenerativas etc.
Quanto mais
frequente for esse relacionamento, mais as células estarão
com seus códigos genéticos devidamente nutridos
com inúmeras informações de "natureza
primordial". Ao serem submetidas a incríveis provas
de adaptação (as de água doce, por exemplo,
tiveram que se adaptar a habitats totalmente diverso das águas
e da costa oceânica), as algas desenvolveram processos de
sobrevivência sofisticadíssimas. Tendo se adaptado
à intensidade dos raios solares, repassam tais informações
à todos com quem entram em contato, mesmo que seja por
osmose.
Semelhante aos
animais, as algas marinhas têm nas paredes de suas células
uma substância do tipo glicogênio, que as tornam de
fácil digestão. Semelhante às plantas, elas
têm a capacidade de produzir clorofila por fotossíntese.
De acordo com a capacidade que tenham de absorver a luz solar
elas adquirem determinadas cores. As verdes e verdes azuladas
são as que concentram o mais amplo espectro luminoso, isto
é, a maior quantidade de energia solar. Clorofila e hemoglobina,
quando espelhadas, são moléculas de estruturas quase
idênticas, diferenciadas somente pelo átomo central.
Na clorofila esse átomo é de magnésio. Na
hemoglobina é o de ferro. Por isso, os alimentos ricos
em clorofila são poderosos purificadores e restauradores
do sangue.
Devido à
gama completa dos sais minerais, as algas são importantíssimas
à neutralização de radicais livres, à
alcalinização do sangue e dos líquidos extracelulares
e à acidez dos intracelulares, da saliva, dos sucos gástricos,
do mato ácido que recobre a pela etc. Com a saúde
das células garantidas podemos contar com a otimização
do corpo físico, do equilíbrio emocional e da potência
mental.
Nas algas também
são encontradas importantes vitaminas que, embora não
sejam substâncias estruturais, desempenham funções
reguladoras essenciais. Possuem hormônios do crescimento,
que estimulam a reprodução celular; aminoácidos,
que favorecem a síntese de novas proteínas; alginatos,
fundamentais à quelação e consequente
eliminação dos metais pesados e radioativos; enzimas,
o que aumenta ainda mais seu potencial antioxidante.
Comparadas às
algas marinhas, as algas de água doce Spirulina,
Clorela e Azuis-esverdeadas apesar de riquíssimas
em clorofila e proteínas, são mais pobres em minerais.
O quanto necessitamos
de cada uma delas é uma questão de carácter
individual. O importante é estarmos sempre atentos às
reações de organismo e prontos a alterar a dose
ou a espécie das algas tão logo observemos qualquer
reação indesejável. Atenção
ao funcionamento dos intestinos e ao estado de excitabilidade
mental. Em relação às algas alimentares de
origem marinha, a experiência tem mostrado que os melhores
resultados são obtidos quando elas são limitadas
a 5% da alimentação diária.
Assim como devemos
estar constantemente variando os alimentos, também necessitamos
diversificar o consumo dos vegetais aquáticos.
Os mesmos cuidados
que devemos ter com a procedência e qualidade dos nossos
alimentos aqui também se aplicam. O Oriente tem as algas
como uma das maiores fontes de divisas. A China lidera a exportação
das algas Nori, as mais comercializadas no mundo. Respondendo
ao crescente aumento da procura, fazendas aquáticas, na
grande maioria localizadas em águas bastante poluídas
proliferam. Os métodos de secagem e acondicionamento estão
cada vez mais industrializados. Todos esses são fatores
que podem adulterar a qualidade final do produto.
Do mesmo modo
que a qualidade das frutas e dos vegetais são determinadas
pelas condições ambientais e pela qualidade do solo,
cada tipo de alga marinha depende de um determinado habitat para
se desenvolver adequadamente. Tal qual acontece com a maioria
das frutas e verduras oferecidas no mercado, a maioria das algas
também são desqualificadas para a alimentação
humana. Comparando-as com as poucas ainda recolhidas e secadas
artesanalmente, só o preço baixo torna as algas
produzidas em alta escala mais atrativas.
Infelizmente,
ainda não tenho informações precisas do valor
nutritivo das algas brasileiras, nem mesmo uma listagem daquelas
que podem ser utilizadas como vegetais marinhos na alimentação
diária. Mas, como suplementos alimentares, algas como a
Agar-Agar, Fucus e Calcárea (Litothamnium), já estão
disponíveis como suplementos alimentares.
Para que os
valores nutritivos das algas realmente correspondam aos da tabela
abaixo, elas têm que ter sido recolhidas em seus habitats
naturais e submetidas a métodos de corte e secagem adequados.
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